
Autoestima - uma leitura saudável para começar bem o seu dia!
Vivíamos os anos noventas, quando Conhecemos José Nilson da Silva, o Bolinha. Por essa época, ele trabalhava na Loja de peças para automóveis e oficina mecânica de S. Gilberto Brandão (em memória), localizada na praça Coronel Matos, no centro de Cajazeiras.
Vindo do Ceará, Bolinha pretendia ser mecânico. Tornara-se aprendiz, e com muita firmeza e vontade, acrescida do apoio de Francisco Brandão, Gilbertinho (em memória), recebeu o acolhimento de S. Gilberto e dos colegas de trabalho dentre esses Edilson, Pedro, Chico e outros.
Como tinha pouco conhecimento da arte, suas atribuições restringiam-se a fazer cafezinho para a turma da loja e da oficina, varrer o salão, limpar as ferramentas e controlar pedido de peças para reposição. Uma atividade que desnvolvia com satisfação e competência.
Depois de certo tempo - e desconhecemos as razões -, Bolinha tomou novos caminhos, vindo depois por convicção a exercer a função de palhaço de rua. Tornou-se uma pessoa pública, muito querida e admirada em Cajazeiras e na região.
Hoje soubemos de seu falecimento. Resta-nos a conformação e a lembrança de um Bolinha que resistiu a tantas incompreensões nos palcos existenciais e que superou injustiças e sofrimentos nas peças que o teatro da vida lhe reservou. Para você Bolinha, que a exemplo de tantos palhaços pelo Brasil afora, disseminou alegrias mesmo tenda a alma recheada de angústias, transcrevemos abaixo numa exaltação ao seu trabalho essa poesia de Lourival Batista, intitulada “Palhaço que ri e chora”.
“Pinta o rosto, arruma palma
Dentre os néscios e os sábios;
O riso aflora-lhe aos lábios,
A dor tortura-lhe a alma;
Suporta, com toda calma,
Desgostos a qualquer hora…
Quando quer bem, vai embora;
Vive num eterno drama:
Pensa, sonha, sofre e ama,
Palhaço que ri e chora.
Se ama alguém com desvelo,
Deixá-lo é martírio enorme;
Se vai deitar-se não dorme;
Se dorme, tem pesadelo,
Sentindo um bloco de gelo
Que o esfria dentro e fora.
Desperta, medita e cora,
Sente a fortuna distante,
Julga-se um judeu errante,
Palhaço que ri e chora.
Pelo destino grosseiro,
A vida jamais o agrada;
Se sente a alma picada,
Tem que ir ao picadeiro.
Não pode ser altaneiro,
Não tem repouso uma hora…
Chagas dentro, rosas flora,
Guarda espinhos, mostra flor!
Misto de alegria e dor,
Palhaço que ri e chora.
Palhaço, tem paciência,
Que da planície ao pináculo,
Este mundo é um espetáculo,
Todos nós, a assistência.
À falta de inteligência,
Gargalhamos qualquer hora…
Choramos sem ter demora,
Sem ânimo, coragem e fé,
Porque todo mundo é
Palhaço que ri e chora
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Equipe Portal Diário do Sertão
x Fechar
19
jun
Inaci Torres
inaciotorres@oi.com.br
22h30
Prezada Fátima. Antes de tudo, nossas condolências. Sobre fotos ou filme do sepultamento do seu querido irmão Bolinha, sugiro solicitar à diretoria do Diário do Sertão Ada ou Poliana ou Petson, no site diariodosertao@gmail.com.br.Boa sorte e que Deus lhe conforte e a toda sua família neste momento de dor.Frateernalmente.InácioA. Torres
16
jun
Ramon David
r.david@unifap.br
17h12
PELOS PALCOS São sons melodias pano de fundo cenário retratando a vida do velho palhaço São sons os gargalhos roupa amarelada estilhaços de dor transformados em risos no palco (vida). Eu nada sabia da morte do estudante do Lyceu Paraibano, Sady Castor Correia de Araújo, namorado de Ágaba Gonçalves de Medeiros, Aluna da Escola Normal. Nem que a ordem da delimitação da “linha imaginária”, denominada de “linha da decência”, linha essa armada até os dentes por resolução do Monsenhor João Batista Milanez, havia existido, quando conheci com muita graça, Zé Bolinha! O garoto de voz rouca e mais velho da turma, o que organizava o time e as apostas para a pelada matinal do domingo, no campo improvisado entre cajazeiras – onde hoje está construído o Teatro Ica – na Escola Monsenhor Milanez. Depois de muito tempo e alegres encontros banais, o descubro palhaço trabalhador diário – naquele universo, só ele fazia! E agora, do palco vida, ele some no eco do gargalhar de seus espectadores...
16
jun
Fatima Cartaxo
fatimacartaxo11@hotmail.com
12h30
Sou irmã do Palhaço Bolinha, estou muito triste e peço a vocês que se alguém filmou, ou tirou foto do enterro mande para eu . Abraços.
15
jun
Renato
moreirabrantes@yahoo.com.br
22h09
Muito bem, professor.
15
jun
william
william.cz@hotmail.com
21h56
fika com deus bolinha eternas saudades
15
jun
Iarley
iarley_de_souza@hotmail.com
21h24
Esse texto é de arrepiar. Parabéns Dr. Inácio, Bolinha era amigo nosso e merece sua homenagem. Abraço. Iarley
15
jun
Nilda
nildacosta@hotmail.com
21h22
Bolinha é um palhaço muito conhecido. Ele merece essa sua linda homenagem. Que ele descanse em paz. Abç.