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Inácio Andrade Torres
Inácio Andrade Torres - inaciotorres@netlinepb.com.br
Professor Universitário
09/07/2012 às 18h50
A fábula da convivência

Autoestima - uma leitura saudável para começar bem o seu dia!


Conviver significa viver com o outro, viver em comum. Para isso, faz-se necessário saber aceitar o outro como ele é, como se apresenta, independentemente de sua condição social, econômica ou intelectual.


Na natureza, mesmo entre os não humanos, podemos observar convivência pacífica entre seres de mesma espécie ou até de espécies diferentes. Lamentavelmente, por incrível que pareça, esses exemplos de tolerância e respeito veem sendo exercitados com menor frequência entre os humanos.


Muito embora o saber conviver tenha alta relevância no campo educacional, o homem atual tem valorizado a lógica como ferramenta de pensar para sempre vencer; competir; ampliar a necessidade de controlar o outro; de estar em evidência social; e de apresentar-se perfeito na aparência. Conclusão, estamos criando um homem solitário, desconfiado e melancólico. Um homem que valoriza pouco o emocional, os sentimentos.


Isso posto, passemos a ler o texto a seguir, cuja história exemplifica um modelo de tolerância e de convivência entre animais.


Durante uma era glacial, muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.


Foi então que uma vara inteira de porcos espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do outro. E, todos juntos, bem unidos agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso.
 

Porém, vida ingrata a desses suínos! Pois não é que os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se feridos, magoados e sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem por mais tempo os espinhos dos semelhantes. Eram grandes suas dores...
 

Mas, essa não foi a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos recíprocos.
 

E, desse modo, suportaram-se, resistindo a longo período da era glacial. E o mais importante: sobreviveram.

 

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Comentários
1 comentário(s) para "A fábula da convivência":
  • 08
    jun

    Carlinhos
    karlos.pb@hotmail.com

    23h11

    Como é bom essas fábulas pois utilizo nas minhas aulas de jovens e adultos.

Contato: diariodosertao@gmail.com
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