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José Ronildo

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A arte da guerra

04/11/2007 às 13h14

Esta semana um bate papo em sala de aula com nosso professor de ontologia nos fez recordar de um dos melhores livros que já lemos: “A arte da guerra”.

Tudo começou quando falávamos da importância da leitura para o refinamento intelectual e cultural de todos aqueles que buscam o conhecimento e que são apaixonados pela sabedoria. E também, é claro, para os que mesmo não sendo apaixonados pela sabedoria, buscam o crescimento pessoal e profissional. Na ocasião foram citados pelo nosso mestre três livros que, segundo ele, são indispensáveis suas leituras, sobretudo às pessoas que buscam o sucesso. São eles: “A arte da guerra” de Sun Tzu, que já citamos; “A arte da prudência” de Baltazar Glacián; e, por último, “O príncipe” de Maquiavel. Como já lemos o primeiro, é sobre ele que iremos escrever.

O livro a arte da guerra, de autoria do estrategista chinês Sun Tzu, é um tratado militar composto de treze capítulos, escrito durante o século IV a.C.

Entre as várias lições que se pode extrair da obra é a de que a primeira batalha a ser travada por uma pessoa é contra ela mesma. O livro nos mostra a importância da disciplina, do planejamento e da motivação. A idéia central de a arte da guerra, de Sun Tzu, é a de que se pode eximir-se da peleja, da batalha, do conflito, desde que haja um planejamento estratégico e uma integração entre o planejamento (estratégia) e a execução (tática).

Alguns passos devem ser seguidos para que um projeto, seja ele pessoal ou profissional, seja bem sucedido. Assim sendo, vejamos os treze passos ensinados em “A arte da guerra”:

Primeiro:
Sun Tzu nos ensina que devemos “criar situações que contribuam para a sua realização”. Todo projeto deve ser antecedido de um planejamento.

Segundo: Sun Tzu aconselha, primeiramente, a verificar o “custo da organização” do projeto antes de partir para a ação. Segundo o filósofo chinês, “o soldado experimentado não faz um segundo recrutamento, nem tampouco suas carroças de suprimento são carregadas mais de duas vezes”. Deve-se, então, verificar os custos e o orçamento necessário para se colocar em prática o projeto.

Terceiro: De acordo com Sun Tzu, todo aquele que se lança em uma batalha deve aprender a “controlar sua impaciência”, a qual pode gerar “defeitos desastrosos”. Todo projeto demanda um tempo específico; tudo tem um tempo determinado para a concretização. A impaciência diante da demora pode prejudicar o seu andamento e levar a decisões precipitadas.

Quarto: Sun Tzu diz que devemos nos colocar “além da possibilidade de derrota”. Segundo ele, “vislumbrar a vitória somente quando esta estiver ao alcance da percepção das pessoas comuns não é o auge da virtude”.

Quinto: De acordo com os ensinamentos de Sun Tzu, o controle da execução de um projeto é “meramente uma questão de organização” e “a qualidade da decisão é como o mergulho oportuno do falcão”. Portanto, organização e decisão correta são fundamentais.

Sexto:
Sun Tzu aconselha a não focar muitos pontos ao mesmo tempo, pois as “forças distribuídas em muitas direções, o poder de combate que se enfrentará em um determinado ponto será proporcionalmente fraco”. O melhor é concentrar-se em um só projeto.

Sétimo: Sun Tzu alerta para as sociedades, justificando que “ninguém pode fazer alianças sem estar ciente das intenções dos vizinhos”. Tocar um projeto sozinho é, portanto, mais aconselhável.

Oitavo: De acordo com o filósofo chinês, aquele que entra em um projeto deve ser “versado na arte de variar os planos”, devendo considerar “ tanto os fatores favoráveis como os desfavoráveis”.

Nono: Para Sun Tzu, “aquele que não praticar a reflexão prévia e fizer pouco de seus oponentes estará se arriscando a ser derrotado por eles”, ou seja, é necessário refletir sobre os planos e não desconsiderar as circunstâncias externas.

Décimo: Segundo os ensinamentos de Sun Tzu, desconhecer “a natureza do terreno torna o combate impraticável”. Quem decide colocar em prática um projeto deve analisar os meios e os fins de tal projeto, todas as etapas pelas quais ele passará.

Décimo primeiro:
Sun Tzu afirma que “a conveniência da tática ofensiva ou defensiva, e as leis fundamentais da natureza humana são questões que, com toda certeza, devem ser estudadas a fundo”. Isso quer dizer que o indivíduo que se propõe a investir em um projeto deve levar em consideração tanto a tática ofensiva – a sua execução – quanto à defensiva – os problemas que podem advir durante a execução; além disso, principalmente em projetos pessoais, quem projeta algo deve ter conhecimento de si mesmo e das pessoas envolvidas.

Décimo segundo: Sun Tzu diz: “Infeliz será o destino daquele que vencer suas batalhas, conquistar os objetivos que lhe foram atribuídos e não cultivar o espírito da audácia, aproveitando o êxito; porque o resultado será perda de tempo e estagnação geral”. De acordo com o seu ensinamento, depois que o indivíduo realizou o projeto, alcançou os objetivos e teve êxito, mas parar e não dar continuidade a ele, desfrutando daquilo que dele pode advir, perdeu seu tempo e estagnou.

Décimo terceiro:
Por fim, o estrategista chinês afirma que são “as informações oportunas que permitem ao soberano esclarecido e ao bom general atacar e vencer, e obter feitos fora do alcance dos homens comuns”. A maioria das pessoas executa algum tipo de projeto e atinge seu objetivo; entretanto, Sun Tzu incentiva-nos a buscarmos patamares mais elevados, acima do comum.

Desta forma, aquele que conhecer perfeitamente esses treze passos inspirados nos ensinamentos do filósofo e estrategista chinês, em “A arte da guerra”, e colocar em prática seu conhecimento, certamente alcançará o êxito tão almejado.

José Ronildo

José Ronildo

Contato: altopiranhas@uol.com.br

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