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José Antonio

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A Construção do Açude de Boqueirão de Piranhas e a epidemia de 1932

15/12/2015 às 18h31

A construção do Açude Piranhas, que havia sido paralisada em 1925, foi retomada no de 20 de junho de 1932, não mais sob o comando dos americanos, mas sob a administração do IFOCS – Inspetoria de Obras Contra as Secas.

Centenas de homens flagelados conseguiram trabalho para manter a família, num ano de uma grande seca. Nos canteiros de obras e na parede do açude parecia um formigueiro humano.

As condições péssimas de moradia, as inexistentes instalações sanitárias, a falta de água tratada e a total falta de higiene devem ter sido as causas do surgimento de uma terrível e avassaladora febre, além de outra epidemia de sarampo e varíola que deve ter provocado a mortandade de centenas de pessoas.

Uma das primeiras medidas do novo engenheiro foi a construção de um muquiço, ou abrigo na propriedade de José Cartaxo, que serviu de isolamento para as pessoas que adoeciam de varíola, que ficava ao Noroeste da obra, com mais de meio quilometro de distância do acampamento e as pessoas que morriam neste isolamento eram sepultadas num matagal próximo.

Era grande número de pessoas que morria e uma das primeiras pessoas acometida pela febre foi o Engenheiro Moacyr Monteiro Ávidos, que saiu para tratamento, mas acabou falecendo no dia 15 de dezembro de 1932. 

Moacyr Ávidos foi homenageado, depois, pelos dirigentes do IFOCS que deram o seu nome ao acampamento e ao futuro açude, denominado de “Engenheiro Ávidos”, no ato de sua inauguração, ocorrida em dia 19 de novembro de 1936, com a presença do governador Argemiro de Figueiredo e do Jornalista Assis Chateaubriand.

O número de mortos aumentava cada vez mais e eram sepultados em São José de Piranhas ou Cajazeiras, diante deste fato, o engenheiro Aderne, determinou a construção de um cemitério e de um hospital. 

A construção do hospital foi rápida. Foi contratado um médico, Chico Carneiro e para sua residência foi construída uma casa tipo bangalô. 

Para compor a equipe foi contratado o enfermeiro Romeu Menandro Cruz, personagem importante na história de Cajazeiras, na participação do combate ao cangaceiro Sabino Gomes quando de sua invasão a Cajazeiras.

Foram construídas mais duas casas: uma para os funcionários do hospital e outra para servir de isolamento. Com esta estrutura e com medicamentos apropriados muitas vidas foram salvas.

A construção do cemitério não foi uma tarefa fácil: não havia terreno adequado e se fez necessário ocupar um recanto da propriedade do Senhor Manoel Dias da Silva, mesmo com solo de pedra redonda e de barro de louça. O que não faltava eram pedreiros e serventes: os alicerces foram cavados, a murada foi construída e os coveiros começaram a cavar os sepulcros. 

Outra medida tomada foi a construção de um caixão funeral para transportar os defuntos das casas ou do hospital para o cemitério: um caixão com quatro alças compridas e uma tampa de madeira em duas bandas pregadas a dobradiças que permanecia no hospital e sempre que tinha defunto para sepultar, retornava ao mesmo lugar.

Mesmo com esta epidemia, a obra não parou e várias casas foram construídas tanto pela Inspetoria quanto por particulares e o povoado crescia e com o volume de dinheiro que circulava no acampamento atraiu um grande número de comerciantes de outras cidades que se estabeleceram no arruado.

Sobre estes comerciantes voltaremos a falar mostrando suas atividades e importância durante e depois a construção do açude.

Lamentavelmente o hospital foi demolido, mas o cemitério continua como importante testemunha silenciosa da grande epidemia de 1932.

José Antonio

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Contato: altopiranhas@uol.com.br

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