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José Antonio

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Brejo Santo: cidade educadora

29/08/2015 às 19h37

Por José Antônio

Os moradores de Brejo Santo, município do Ceará, estão comemorando a primeira edição do prêmio prefeito nota 10 na área de educação. O município cearense realizou no último dia 26 uma solenidade para celebrar o aniversario de 125 anos de emanciparão e a entrega de brinquedos e materiais didáticos, no valor de 200 mil reais, que foram comprados com o valor do prêmio. 

Disse um cidadão: “Em meio a tantas notícias que nos desencantam, é possível acreditar em destaque positivo, numa região esquecida, sofrida e desigual como o nordeste brasileiro, numa cidade cearense a 521 quilômetros de Fortaleza, onde a renda por habitante é 70% menor do que a média nacional?” Esta é realmente uma noticia de que é possível sonhar que existem pessoas que se envolvem com a educação como um instrumento de crescimento humano.

A cidade de Brejo Santo, localizada aos pés da Chapada do Araripe, com pouco menos de 50.000 habitantes, foi destaque na imprensa nacional no mês de abril ao ser avaliada como o município brasileiro com melhor gestão na educação.  Sua rede municipal de ensino obteve o melhor desempenho na “Prova Brasil”, exame federal que avalia estudantes do 5º ao 9º anos do ensino público e que compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, do Ministério da Educação.

O que levou o município a ganhar este prêmio? Os responsáveis pela conquista dizem: “Fazer todo dia o que precisa ser feito, É o simples com disciplina. Aula todos os dias no horário certo; professores dentro da sala de aula; os 11.771 estudantes do município recebendo e fazendo o dever de casa; presença dos alunos cuidadosamente acompanhada; professores avaliados e dependendo do resultado substituídos ou remanejados para funções administrativas”

“Com os melhores mestres em sala de aula, a edilidade aumentou-lhes o salário, estabelecendo o piso inicial de R$ 2.673,00 diante do salário mínimo de R$ 1.917,78 fixado pelo Ministério da Educação. O município teve 71% dos alunos das séries iniciais e 45% dos das séries finais com bom desempenho. A cidade ainda não chegou ao marco de 70% das crianças com conhecimento adequado à série em que estudam, porém o caminho está traçado”.

O mais importante neste município é que todas as escolas têm padrão de qualidade próximo uma da outra, não foi só uma escola avaliada, foram todas e foi por esta razão que o prêmio foi conquistado.
Dois importantes pontos estão inseridos nesta luta por uma educação melhor: bons professores e salários diferenciados. Professores que não acompanham as metas são retirados das salas de aula. 

O prêmio, idealizado pelo IAB – Instituto Alfa e Beto, tem por objetivo chamar a atenção para as políticas públicas que dão condições para que todas as escolas de uma rede ofereçam um ensino de qualidade. O presidente do Instituto, professor João Batista Oliveira, diz que a educação só será de qualidade quando todas as escolas forem boas e num artigo escreveu: 

“Todos temos a experiência de visitar shopping centers. Há mais semelhanças do que diferenças: muitas lojas são as mesmas, a disposição dos espaços é bastante semelhante. Sabemos o que esperar, o que encontrar nas diferentes lojas, o tipo de atendimento que receberemos. Isso não ocorre por acaso: há padrões de qualidade e de serviços que são seguidos por todos. É isso justamente o que falta nas escolas públicas.

Uma coisa é ter uma escola de excelência. Isso é fácil de fazer. Nem é preciso uma secretaria de educação para isso. Na verdade, a maioria das escolas de excelência no Brasil opera à margem ou à revelia das orientações das secretarias: por isso, é exceção.

Criar redes de ensino significa ser capaz de transformar a exceção em regra. Em outras palavras: criar regras que permitam que todas as escolas de uma rede sejam escolas de boa qualidade.

Há dois tipos de padrão a serem criados. O primeiro é o mais fácil – mas essencial: são os recursos. Cabe à secretaria definir regras, normas, padrões e recursos necessários e suficientes para que cada escola possa funcionar de forma adequada. Isso inclui programas de ensino, mecanismos para escolher diretores, professores, estágio probatório, calendário e regimento escolar, carreiras, incentivos, mecanismos de supervisão etc. Criadas as normas, cabe assegurar que sejam implementadas pelos diretores. Isso significa implantar sistemas eficazes de gestão.

O segundo padrão é relativo a resultados: numa rede de ensino de qualidade, a maioria dos alunos atinge os padrões mínimos de desempenho estabelecidos pela secretaria. E esses padrões devem ser progressivamente elevados. Para conseguir isso é necessário estabelecer sistemas rigorosos de avaliação e dar meios para as escolas proporcionarem atenção especial aos alunos que apresentam maior dificuldade.

Parece simples, mas não é. Vamos aprofundar esses temas. Por enquanto, sugiro a seguinte reflexão: que tal viver num município em que todas as escolas dão a mesma e positiva impressão que temos ao visitar nosso shopping center preferido?”

Acredito, que um dia teremos em Cajazeiras, escolas melhores do que as que ganharam o prêmio  no município de Brejo Santo.

José Antonio

José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: altopiranhas@uol.com.br

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José Antonio

José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: altopiranhas@uol.com.br