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Cajazeiras e o novo ano

31/12/2015 às 15h32

Por José de Anchieta

A passagem de ano sempre se reveste de expectativas novas, mesmo que em situações adversas, a exemplo da atual. Aliás, estamos chegando ao final de um ano marcado por muitas dificuldades de ordem política, econômica e social, com reflexos negativos para a qualidade de vida da população. E em meio a essa crise, o que esperar de 2016? Eis, portanto, o grande questionamento que se faz.

No nosso Sertão seco, particularmente, o cenário de incertezas se mistura com um pouco ainda de esperança num futuro promissor. Esperança na chegada das chuvas para por fim a esse longo e grave período de estiagem, que tem secado mananciais, dizimado rebanhos e afetado, duramente, a economia regional.

Esperança em mudanças na economia e em mais dignidade na vida pública.

O novo ano chega também para propiciar oportunidades de decisões políticas importantes na vida de todos. É ano de eleições municipais. E, nesse sentido, os cajazeirenses e sertanejos, a exemplo do que ocorre em todos os municípios brasileiros, têm a oportunidade da escolha, de decidir sobre seu próprio rumo.

As disputas municipais no Sertão nordestino, tradicionalmente, são marcadas por muito envolvimento e acirramento. Certamente, teremos já partir destes primeiros meses, toda uma movimentação política, com as expectativas da população girando em torno das definições sobre alianças e candidaturas a prefeito. É sempre assim em anos de eleições municipais, apesar de todo o descrédito da população com a classe política. 

Pois bem, esse é o quadro que se desenha neste final de ano e chegada de 2016. Que em meio a esse momento de dificuldades e de renovação das esperanças, desperte em cada um dos cajazeirenses e sertanejos o espírito de luta e de defesa permanente dos interesses coletivos da cidade e da região. 

Cajazeiras, por exemplo, precisa reverter determinadas situações, marcadas por reveses sofridos ao longo dos últimos anos. A cidade do Padre Rolim termina 2015 sem concretizar o sonho do aeroporto regional, uma obra fundamental para seu desenvolvimento econômico e social. As famílias vítimas da violência crescente continuam sofrendo com a ausência do serviço de medicina legal. E o fechamento da Clínica Psiquiátrica Santa Helena? Lamentável.

E não é só isso. Os cajazeirenses querem e merecem mais. São muito legítimas as cobranças e reivindicações por serviços de saúde de média e alta complexidade e por investimentos em mobilidade urbana. A cidade avançou muito no campo educacional, principalmente depois do surgimento das faculdades privadas, mas as políticas públicas não acompanharam esse crescimento. Os problemas são muitos, e exigem soluções rápidas. 

É preciso despertar e congregar forças para se enfrentar os desafios e se criar novas perspectivas de crescimento e desenvolvimento com mais igualdade de condições. A cidade não pode parar. Que o novo ano seja o início de um novo despertar para um povo que ainda sonha com um futuro melhor.

Feliz 2016!

José Anchieta

José Anchieta

Redator do Jornal Gazeta do Alto Piranhas, Radialista, Professor formado em Letras pela UFPB.

Contato: janchietacl@hotmail.com

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José Anchieta

José Anchieta

Redator do Jornal Gazeta do Alto Piranhas, Radialista, Professor formado em Letras pela UFPB.

Contato: janchietacl@hotmail.com