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José Antonio

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Cajazeiras foi a primeira cidade da Paraíba a ter aulas para o sexo feminino

13/04/2017 às 10h04 • atualizado em 13/04/2017 às 10h05

Por que Alcides Carneiro proclamou: “Cajazeiras ensinou a Paraíba a ler”.

Duas fortes justificativas teriam levado o maior tribuno da Paraíba a ser movido a citar esta frase, que ao longo do tempo se constitui no que há de mais sublime, emblemático e simbólico sobre a nossa cidade.

Em 16 de agosto de 1858 o presidente Beaurepeire Rohan concedeu autorização à professora Vitória dos Santos Rolim de Albuquerque para instalar uma aula particular do ensino primário do sexo feminino em Cajazeiras, o que deu à terra do Padre Rolim a PRIMAZIA dessa atividade no magistério de primeiras letras, em toda a Província. Neste tempo Cajazeiras não existia ainda como município, fato que aconteceu cinco anos depois, em 1863.

O Colégio Nossa Senhora das Neves, criado pela Lei Nº 13, de 4 de novembro de 1858, surgiu quase três meses depois da escola de Cajazeiras, circunstância histórica que convalida a famosa frase de Alcides Carneiro, numa referência ao trabalho do Padre Rolim que, com sua escolinha da Serraria, em 1829, antecedeu ao Liceu Paraibano, em 1836.

Este pioneirismo cajazeirense nós não estamos sabendo usufruir, apesar de termos ainda a frase cunhada por Alcides Carneiro que poderia estruturar um movimento cultural e espelhar para todo o Brasil a pujança histórica/educacional desta cidade que cresceu em torno e em função de uma escola.

A escola para as meninas foi confiada às irmãs Antonia e Vitória dos Santos Rolim de Albuquerque, que já haviam sido encaminhadas pelo padre Rolim para Fortaleza, preparando-as para o difícil trabalho do magistério. Esta ação do padre Rolim nos dá mais uma certeza da visão e importância que ele tinha sobre a educação. Ambas eram sobrinhas do Padre Rolim e irmãs do padre José Tomaz de Albuquerque, que foi o primeiro prefeito de Cajazeiras, em 1863.

Além destas duas professoras pioneiras no magistério cajazeirense, entre 1870 e 1886 lecionaram ainda nesta escola, que funcionava praticamente como um anexo da escola do padre Rolim as seguintes mestras: Rufina Maria da Conceição (1870), Angela Barbosa Cordeiro (1873), Ana Brasilina de Sousa Rolim (1873), que era sobrinha do Padre Rolim, Petronila Maria Efigênia de Oliveira (1874), Joana Natalina Maria de Miranda (1875), Ana Josefa Sobreira (1876), Serafina Leopoldina da Silva Borges (1883) e Maria Eulina Salgado Guarita (1886).

Nos relatórios do Diretor da Instrução Pública e as falas dos presidentes nada se falava sobre esta escola.
Quando Dom Moisés Coelho, primeiro bispo de nossa diocese, em 1915, reabriu o Colégio do Padre Rolim, criou uma secção feminina que se tornou no futuro a Escola Normal, instalada em 1918 e posteriormente foi confiada às religiosas Dorotéias. A cidade mais uma vez é pioneira na criação de cursos profissionalizantes, ao formar as famosas “normalistas”.

O ensino público primário do sexo feminino, como era conhecido nos velhos tempos da Província, começou, em Cajazeiras, com a escola criada pela Lei nº 550, de 21 de outubro de 1918.A mais antiga das professoras nomeadas para a escola do sexo feminino em Cajazeiras, de que se tem noticia, foi Rufina Maria da Conceição, que em 6 de abril de 1870, foi substituída por Ângela Barbosa Sobreira. Diante do exposto, fica mais do justificado a histórica e celebre frase de Alcides Carneiro: “Cajazeiras, cidade que ensinou a Paraíba a ler”.

José Antonio

José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: altopiranhas@uol.com.br

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José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: altopiranhas@uol.com.br