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Da poesia do cotidiano

14/02/2014 às 12h06

    Insistir na vida é praticar poesia. Não há cartilha para o amor. Ninguém inventou remédio para atenuar a raiva. É digno do humano viajar em sentidos: tropeçar e sorrir, morrer pra ressuscitar. É dinâmica, ciclo.

    Assim como nos teares poéticos, também é o cotidiano comum. Há inúmeras substâncias, gestos, cores e seleciono ao mesmo tempo em que aprendo. Impossível é escapar ileso desse tempo natural das coisas, sendo eu pobre criatura de lágrima e osso que carrega um adesivo de sobrevivente. Burra ilusão, se pintar de feliz, e não viver o que se escreve. 

    Confesso que tal postura inquieta: seguir a moda, pois linha e agulha estão fora de moda. Inadmissível esquivar-se do prazer de descobrir, de fazer dos retalhos cocha e ser dono senhor da sua história. Considero um brinde as palavras de Adélia Prado: “Não quero faca. Nem queijo. Quero a fome.”

    Pela fome, revelemos o que somos, por mostrar as precariedades e selvagerias habitantes do ser e banais a todos, independentes de qualquer classificação.  Falo da essência universal, do talento de ser desejo, da boca almejando água, das mãos no sinal da cruz antes do apetitoso prato. Que importa os bons modos, se o escorrer na boca é o que mais se aproxima do divino?! A mãe dando de comer ao filho, no peito a chama da vida. 

    Fotografo poesia em diversos lugares, e isso abastece, acalenta. Não é dom, nem zoom. Trata-se “do aprender a ver”, bem lembrado por Rubem Alves, e deixar o coração armazenar sem compromisso algum… A honesta sensação de admirar! E lápis na mão e o sonho no pé. Amém! 

Abraão Vitoriano

Abraão Vitoriano

Formado em Letras e Pedagogia. Pós-graduado em Educação. Escritor. Poeta. Revisor de textos. Professor na Faculdade São Francisco da Paraíba e na Escola M. E. I. E. F Augusto Bernadino de Sousa.

Contato: abraaovitoriano@hotmail.com

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Abraão Vitoriano

Abraão Vitoriano

Formado em Letras e Pedagogia. Pós-graduado em Educação. Escritor. Poeta. Revisor de textos. Professor na Faculdade São Francisco da Paraíba e na Escola M. E. I. E. F Augusto Bernadino de Sousa.

Contato: abraaovitoriano@hotmail.com