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José Antonio

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Em defesa do Bispo do Crato

31/07/2015 às 00h20

Por José Antônio

Na edição 867 (17 a 23 de julho de 2015), reproduzi um editorial do jornal GAZETA DE NOTICIAS, publicado no dia 15 de julho, da cidade de Juazeiro do Norte, com o titulo: “o bispo do Crato sai ou sai? Eis a questão”. Recebi esta semana um e-mail do senhor Armando Lopes com uma matéria publicada na imprensa do Cariri Cearense, que contesta a versão do editorial que republico na integra: 

Há mais de 10 anos o Sr. Luiz José dos Santos, proprietário do jornal periódico “Gazeta de Notícias” vem – através das páginas dessa publicação – bem como por meio de dois sites mantidos por ele na Internet, a saber: gazetadenoticiascariri.blogspot.com/ e gazetadenoticiasnaweb.blogspot.com/, tendo também enviado milhares de e-mails da sua lavra para todos os bispos brasileiros e para os mais destacados membros da cúpula administrativa da Igreja Católica – a conhecida Cúria Romana –, numa campanha caluniosa, injuriosa e difamatória, causando danos morais à pessoa do Exmo. e Revmo. Senhor Bispo Diocesano de Crato Dom Fernando Panico. Em síntese, desde 2003,  esse Sr. Luiz José dos Santos vem de forma pertinaz denegrindo a pessoa e a atuação do Bispo Diocesano de Crato. 
   Tais aleivosias causaram, e continuam causando, um dano irreparável à honra pessoal e à dignidade eclesiástica do Exmo. e Revmo. Senhor Dom Fernando Panico, além de prejuízos ao conceito da instituição Diocese de Crato, aí incluída a área de administração financeira desta Diocese. 

    Nos últimos três anos, os ataques do periódico “Gazeta de Notícias”, sempre com a assinatura acintosa do Sr. Luiz José dos Santos, vêm sendo ainda mais agressivos e ofensivos, divulgando fatos inverídicos e tendenciosos, os quais – mesmo desmentidos sucessivas vezes pela Cúria Diocesana o Senhor Bispo foram reiterados – em ampla matéria divulgada na edição nº 342, de 30 de novembro de 2014 –, sob a apelativa manchete: Perguntas do povo do Cariri que o bispo Fernando Panico não responde.

  Aleatoriamente, escolhemos algumas dessas “perguntas” para análises e esclarecimentos, com a finalidade de mostrar a leviandade da conduta “jornalística” do Sr. Luiz José dos Santos. A conferir.

– Por que a implantação do “apostolado do terror” na Diocese de Crato?
Não se sabe de qual fonte o Sr. Luiz José dos Santos colheu essa inverídica acusação. Talvez a sua mente maldosa fértil tenha inventado essa denúncia, mesmo sabendo que ela não tem o mínimo fundamento de verdade e carece de qualquer prova. A verdade é que por conta da divulgação de tal aleivosia,  padres e diáconos permanentes que formam a quase totalidade do clero de Crato divulgaram – em outubro de 2013 – uma nota de solidariedade ao seu pastor diocesano, nota essa que tem mais de 100 assinaturas;

– Por quanto tempo e qual o valor do arrendamento do Hospital São Francisco?
Aquela unidade hospitalar nunca foi arrendada pela Diocese de Crato, pois ela pertence à Fundação Padre Ibiapina. Esta, firmou um CONTRATO DE COMODATO, como a sociedade Beneficente São Camilo. Acrescente-se que já em meados da década 70 do século passado, o terceiro bispo de Crato, Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, sentiu que a estrutura do Hospital São Francisco não era mais suficiente para atender a todos os pacientes. A propriedade do Hospital passou (há mais de 40 anos) para a Fundação Padre Ibiapina. Isso foi feito com o pensamento de  que a Fundação Padre Ibiapina poderia conseguir recursos para a manutenção daquele estabelecimento. Mesmo assim, com o decorrer dos anos, o hospital foi ficando defasado administrativamente e seus equipamentos médicos-cirúrgicos-laboratoriais superados. Com a chegada do quinto bispo da Diocese, Dom Fernando Panico, este mandou fazer,  em 2003, um estudo o qual concluiu que somente uma instituição especialista em administração hospitalar poderia salvar o São Francisco de encerrar suas atividades, como aconteceu com outros estabelecimentos hospitalares do Cariri.  Após rigorosa análise das alternativas, a Fundação Padre Ibiapina cedeu, em forma de comodato, a administração do Hospital São Francisco para a Sociedade Beneficente São Camilo. 

De 2004 para cá o Hospital São Francisco, agora sob a administração da Sociedade Beneficente São Camilo – por um prazo inicial de 20 anos – em forma de comodato, voltou a investir na atualização e modernização de suas instalações físicas e atividades. Hoje é considerado referência em sua área de abrangência, a qual engloba mais 12 municípios além do Crato, pois é Hospital Polo, totalizando cerca de 350 mil habitantes para atendimento na sua microrregião (dados do IBGE). Enquanto isso vários hospitais de porte do Cariri fecharam suas portas, aumentando ainda mais o público que vem sendo atendido pelo São Francisco, de Crato.

– Por que a Diocese de Crato está tão endividada e constrói uma mansão de R$ 1.500.000,00?

Esta aleivosia já foi exaustivamente esclarecida. Primeiro, a Diocese não está endividada. Já em 2013, em entrevista concedida a um jornal de Fortaleza sobre este assunto, Dom Fernando repôs a verdade sobre o factoide dessa alardeada “mansão”. Eis o texto gravado por Dom Fernando: “Por volta de 2008, um padre da Diocese de Crato (que hoje mora em Portugal já algum tempo), antes de viajar para aquela nação, repassou um documento de compra e venda para a minha pessoa de um pequeno terreno, localizado na estrada que dá acesso ao distrito de Santa Fé, zona rural do município de Crato.

Naquele terreno existia uma construção residencial de alvenaria, e, em anexo, uma capela e um espaço para reuniões e palestras. Cedi o uso daquele terreno e das construções (na forma de comodato), para que a comunidade católica “Toca de Assis” ali se instalasse. Durante alguns meses esses religiosos fizeram um bom trabalho caritativo com os pobres, dentre os mais pobres da cidade de Crato. Por questões internas da sua instituição, os religiosos da “Toca de Assis” resolveram retornar ao sul do País, deixando o imóvel desabitado.

Por este motivo, aquelas instalações foram por mim novamente cedidas (também em forma de comodato) a outra associação civil sem fins lucrativos, de orientação católica, denominada Comunidade “Boa Nova”. Atualmente, um casal de missionários da “Boa Nova” vem se dedicando à recuperação de pessoas dependentes do álcool e de drogas.  Vivem lá cerca de 20 dependentes, buscando (em meio a muitas dificuldades materiais para seu sustento e reeducação) a cura e libertação para os seus vícios. Um trabalho meritório!  Dentro desse terreno, existe uma pequena área, com pouca dimensão, onde morou, por um curto tempo, o Pe. Raimundo Elias, antes de viajar para Portugal. 

O Vigário Geral da Diocese, monsenhor Dermival Gondim, uma boa pessoa, um amigo leal, detentor de alguns recursos financeiros, vendo a pequena área, disse: “Dom Fernando vou construir, nesta parte do terreno, às minhas expensas, uma casa para quando o Senhor se aposentar ter onde morar”. Eu já vou completar 68 anos no início do próximo ano, tendo apenas mais sete anos como bispo, pois aos 75 anos terei de renunciar por determinação do Código de Direito Canônico. Na hora aceitei de bom grado a oferta de monsenhor Dermival. Foi derrubada a casa de taipa que lá existia para dar lugar a uma casa de alvenaria, ampla, planejada para sediar atividades pastorais de formação e retiros nos fins-de-semana, acolhendo pequenos grupos.

Uma casa sem luxos ou exageros, não uma “mansão” como apregoam aos quatros ventos– através da Internet e de jornais distribuídos gratuitamente à população – os algozes da Diocese e do bispo. Mons. Dermival Gondim gastou aproximadamente entre duzentos e cinquenta mil a trezentos mil reais na construção da casa, que ainda está inacabada. Diante desse novo “estrondo publicitário” com relação a essa casa, decidi repassar aquela pequena área (existente dentro do terreno rural onde funciona a casa de recuperação de dependentes químicos) para o nome de monsenhor Dermival.  Assim ele poderá vendê-la e tentar  recuperar o dinheiro que gastou, além de calar as mentiras assacadas contra minha pessoa, no tocante a essa casa rural, promovida maldosamente  à  condição de “mansão” 

– Por que a Diocese de Crato chamou um bispo de uma religião alternativa (sic) para ordenar um seminarista que foi expulso do Seminário São José?

Não sabemos como foi possível a invenção de tal disparate. O Sr. Luiz José dos Santos talvez esteja se referindo a uma ordenação diaconal (e não presbiteral, esta última é a que concede a ordem do sacerdócio), recentemente feita pela imposição das mãos do Exmo. e Revmo. Senhor Bispo Auxiliar-Emérito de Brasília-DF, Dom João Evangelista Martins Terra, a um seminarista do Instituto Divino Mestre, localizado na capital federal.

O diácono ordenado foi o jovem Cícero Santos da Silva que fez seus estudos superiores em educandários públicos de Fortaleza e  não pertence à Diocese de Crato, mas ao Instituto citado, embora este jovem seja oriundo da cidade de Barbalha e tenha sido ordenado por Dom João Terra, no município de Missão Velha. Tudo feito dentro do Direito Canônico e das normas da Igreja Católica Apostólica Romana sobre o assunto.

– Porque o Bispo vendeu e continua vendendo 32 casas?
Em entrevista publicada no jornal “Diário do Nordeste”, edição de 27 de setembro de 2013, Dom Fernando esclareceu que o patrimônio de uma Diocese é um patrimônio particular.  Desde que autorizado pelo Conselho de Assuntos Econômicos da Cúria – um colegiado composto por leigos e padres diocesanos – uma diocese pode comprar e vender seus bens, sem necessidade de prestar contas aos poderes públicos. Nesta entrevista, amplamente divulgada em todo o Ceará, Dom Fernando Panico esclareceu que para atender a despesas decorrentes de investimentos feitos na Faculdade Católica do Cariri e Seminário Diocesano São José foram vendidas 25 casas, e não 32, 65 ou 52 casas, como tem divulgado a mídia nanica do Cariri. A falha dessas negociações, disse o bispo, foi de não ter havido a comunicação aos inquilinos, dando-lhes preferência. Disse Dom Fernando naquela entrevista: "Reconheço e me penalizo por isso, apesar de não ter sido eu quem causou esse transtorno. Temos o departamento da imobiliária que cuida dos bens da nossa Diocese. Ele sabe as regras e conhecem as leis próprias dos inquilinos dos imóveis.

Como bispo não tenho a obrigação de entender de tudo". Acrescentou Dom Fernando que só assinou as escrituras por acreditar que tudo estava correto, pela confiança que teve dos seus colaboradores. "O meu pecado foi excesso de confiança e peço perdão aos inquilinos que se sentiram ofendidos, mas podem ter certeza que já reparei o erro, o pecado, e me confessei publicamente", afirmou.  Dessas 25 casas que foram vendidas, 14 foram readquiridas pela Diocese e reincorporadas ao patrimônio da Cúria. As outras 11 casas não foram readquiridas por não haver mais condições de reavê-las.

Eram casas mais antigas e estavam bastante deterioradas. Mas, segundo o bispo, todo esse “estrondo publicitário” esteve relacionado somente a sete imóveis, todos recomprados, o que ele chama do "pivô da revolta desses sete inquilinos". Dom Fernando se restringe a dizer que esse trato administrativo é um assunto interno, e que a Diocese não é uma prefeitura, uma entidade pública. "Não há necessidade de tanta propaganda de uma negociação que responde às causas internas, uma vez que a Diocese teve despesas grandes para enfrentar. Eram compromissos que não podiam ser adiados, e podiam gerar uma grande dívida, como de fato gerou", explicou Dom Fernando.

Ao requentar esse assunto o jornal periódico “Gazeta de Notícias” e o Sr. Luiz José dos Santos têm apenas a finalidade de confundir a opinião pública e injuriar a imagem pessoal do Senhor Bispo, Dom Fernando Panico.

– Por quanto foi vendido e a quem foi vendido o terreno que era da Gráfica da Diocese que valia 5 milhões?

Ignorância ou má fé? Esse terreno que antes pertencera a Casa Mãe da Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus, e que fica anexo a essa mesma Casa Mãe – localizada na Rua Dom Quintino, centro de Crato, possuindo área de 1.107 metros quadrados – foi permutado, pela congregação das Irmãs Filhas de Santa Teresa de Jesus, na década 60 do século passado, há mais de 50 anos, por um veículo pertencente à Fundação Padre Ibiapina. Esta sempre foi a proprietária desse terreno, ou seja há 55 anos. O terreno  nunca foi patrimônio da Diocese de Crato. Recentemente, a superiora da Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus, com o objetivo de ampliar a área da Casa Mãe, propôs recomprá-lo à Fundação Padre Ibiapina. E como a Fundação ainda tinha restos de dívidas a pagar da Faculdade Católica do Cariri, dívidas na área trabalhista, aprovou a venda do imóvel – à Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus – por R$ 1.500.000,00 (preço considerado excelente pelos corretores caririenses). O pagamento vem sendo feito em prestações trimestrais, ao longo de 2014/2015. Esta a verdade dos fatos.

Se bem olharmos, a desrespeitosa e indevida lista das 50 perguntas assacadas pelo Sr. Luiz José dos Santos – através do seu periódico “Gazeta de Notícias”, além das inserções na Internet, bem como o envio de e-mails aos mais de 300 bispos brasileiros e dignitários da Cúria Romana – chegaremos à conclusão de que elas têm um único e escuso objetivo: caluniar a pessoa do cidadão Dom Fernando Panico, imputando-lhe falsamente fatos que ele não cometeu; Difamar a pessoa do Bispo Diocesano de Crato com acusações ofensivas à sua reputação e honra pessoal; e Injuriar uma autoridade da Igreja Católica Apostólica Romana, ofendendo-a na sua dignidade e decoro. 

É isso o que vem fazendo – ao longo de todos esses anos, o Sr. Luiz José dos Santos contra o Exmo. e Revmo. Senhor Dom Fernando Panico, atingindo ainda a instituição Diocese de Crato. Ambos são vítimas das sandices do Sr. Luiz José dos Santos, que vem se intrometendo onde não lhe diz respeito. Pior: nos seus ataques falta com a verdade e com a ética jornalística, e atrai para si o papel de incentivador da chamada “imprensa marrom”, propagando incentivando essa anomalia na região do Cariri e em todo o Brasil, utilizando para tanto seu periódico impresso e o uso da Internet.  

José Antonio

José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: altopiranhas@uol.com.br

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José Antonio

José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: altopiranhas@uol.com.br