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Mês das mulheres

31/03/2014 às 16h48

Todo mês de março é assim, baseado no dia 8, internacionalmente convencionado como “da mulher”: flores, homenagens e muita festa. A grande pergunta seria se há realmente o que se comemorar, em termos gerais, para a mulher brasileira, especificamente, ainda tratada de forma tão desigual em relação aos homens.

Cotidianamente vítima de assédio moral e sexual na rua e no trabalho, violentada de todas as formas na rua e em casa, embora teoricamente resguardada por uma lei fictícia – como, data venia, a maioria das leis brasileiras – como a “Maria da Penha”, chacoteada popularmente como “Maria da Peia”, a brasileira parece não ter muito o que comemorar na vida real, não obstante algumas conquistas conseguidas aqui e acolá, graças às lutas e vigilâncias contínuas de movimentos, entidades e de algumas mulheres individualmente.

Cada mulher libertada de um jugo machista e violento, já significa muito para todas, sendo mais importante do que receber um ramo de flores solenemente e reencontrar a realidade nua e crua entre quatro paredes.

Quando um país deixa que tratem suas mulheres da forma mais desrespeitosa possível, colocando-a como objeto sexual em certas “letras” de músicas, pode-se ver que a tendência será sempre piorar, independente do gosto musical de cada pessoa.

Com mentalidades e comportamentos pessoais e sociais em formação, crianças e adolescentes tendem a sofrer influências dos meios, muitas vezes sem o menor discernimento, como vai crescer um menino que só ouve música que denigre a condição feminina e a instituição familiar? Como vai crescer uma menina que só ouve música que classifica a mulher como “cachorra”, “fácil”, “periguete” e outros adjetivos impublicáveis? 

Não queremos aqui iniciar um tratado sociológico e nem cair no lugar comum da crítica pela crítica, mas alguma coisa precisa ser repensada nessa história, a começar pelo que os homens querem para as suas mães, irmãs, namoradas, noivas, esposas e filhas e não acharem que elas estão isentas dessa violência velada, presente nas músicas, nos comerciais de cerveja, nas novelas machistas e sexistas ou nos portfólios turísticos distribuídos mundo a fora, que só incitam a exploração sexual no Brasil. 

Que nos próximos anos, continuem as festas e as flores, mas acompanhadas por reconhecimentos verdadeiros dos valores femininos e, sobretudo, respeito, fazendo de março, realmente, o mês das mulheres.

Lenilson Oliveira

Lenilson Oliveira

Contato: lenilson.destaque@gmail.com

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Lenilson Oliveira

Lenilson Oliveira

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