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José Antonio

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Minha mãe e seu volúvel coração

28/02/2014 às 00h53

No próximo dia 17 de abril minha mãe (Mãezinha Albuquerque), vai completar 91 anos de idade. Chegou esta semana da cidade do Recife, onde foi fazer exames para saber como estava a saúde, já que recentemente teve uma forte gripe e tinha ficado um pouco debilitada. Graças a Deus voltou bem melhor.

Neste período que esteve em Recife deixou uma saudade imensa para os filhos que residem em Cajazeiras e encheu de alegria o filho, os netos e nora que cuidaram dela na capital pernambucana.

Esta semana li uma postagem, em uma rede social, sobre a resposta de uma mãe sobre quem seria o filho que ela mais amava e me lembrei de minha mãe, que muitas vezes é provocada com a mesma pergunta: dos seus nove filhos quem é o seu preferido? E ela sempre responde, com outras palavras, mas com o mesmo sentido e sentimento do texto que transcrevo abaixo, que infelizmente não sei que é o seu autor: 

"Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido, aquele que ela mais amava. 

E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu: 

"Nada é mais volúvel que um coração de mãe. E, como mãe, lhe respondo: o filho predileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma… 

É o meu filho doente, até que sare. 
O que partiu, até que volte. 

O que está cansado, até que descanse. 
O que está com fome, até que se alimente. 

O que está com sede, até que beba. 
O que está estudando, até que aprenda. 

O que está nu, até que se vista. 
O que não trabalha, até que se empregue. 

O que namora, até que se case. 
O que casa, até que conviva. 

O que é pai, até que os crie. 
O que prometeu, até que se cumpra. 

O que deve, até que pague. 
O que chora, até que cale. 

E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou: 
O que já me deixou… …até que o reencontre…"

Qual a mãe que não daria sua própria vida para salvar a de um filho? Já presenciei e li sobre cenas que me tocaram profundamente sobre o amor de uma mãe, principalmente quando o mesmo se encontra em situação de risco. Recentemente li um depoimento de uma mãe justificando porque ia visitar e levar coisas para um filho que estava preso por ter matado um irmão. São fatos que só o amor de uma mãe poderia explicar e encontrar razão.

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Contato: altopiranhas@uol.com.br

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