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José Antonio

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Miséria e sofrimento

22/12/2017 às 10h50 • atualizado em 22/12/2017 às 11h54

É uma miséria total e absoluta, diante de outra triste realidade

A Rádio Alto Piranhas tem realizado, sempre que possível campanhas de solidariedade para pessoas pobres e que não tem absolutamente nada na vida. O povo de Cajazeiras possui um grande coração e contribui de forma que muitas vezes chega a surpreender.

O que constrange a todos nós que fazemos a Rádio Alto Piranhas é o absoluto estado de pobreza destas pessoas que nos procuram. Muitas chegam a chorar, principalmente as mulheres, dizendo que não tem nada absolutamente nada para comer em casa e que os filhos estão passando fome e que o marido, quando eles existem, estão desempregados.

Ultimamente tenho autorizado a realização destas campanhas pelo rádio numa tentativa de diminuir um pouco a fome que assola a periferia de nossa cidade. Quando uma pessoa se sujeita a colocar o seu nome no ar e proclamar que está passando fome, não fica exposta apenas a situação de miséria e sofrimento, mas é a sua própria imagem que está sendo tornada pública com um ser derrotado, sofrido, humilhado e desencantado.

Por incrível que pareça as últimas campanhas não têm obtido êxitos, por um simples fato: quem contribuiu mais com alimentos são também pessoas mais pobres, porque só elas entendem a importância do repartir quando se trata de ajudar a minorar a fome. É uma miséria total e absoluta, diante de outra triste realidade. Os pobres que também ajudavam não têm mais como repartir o pão.

Estas medidas paliativas não resolvem o problema, mas parto do pressuposto que a fome não pode esperar por ações políticas concretas para por fim a tanta miséria e descompromisso com os sem nada. Para quem tem algum alimento e sente prazer em ajudar o seu próximo, repartindo o pão, tem se associado às campanhas de solidariedade da Rádio Alto Piranhas.

Estamos próximo do Natal, por que não ajudar uma família pobre de Cajazeiras? Abra o seu coração, reparta a sua ceia de Natal.
Vivemos num país rico, mas infinitamente pobre de homens públicos que possam ter a sensibilidade de resolver o mais angustiante problema, da imensa maioria do povo brasileiro: a fome.

Diz um ditado popular que a fome “tem cara de herege”. Nós brasileiros vivemos num país riquíssimo, mas extremamente abundante em número de pobres e miseráveis.

As promessas políticas de superação da miséria e da fome não têm saído do papel. A política econômica do governo privilegia exclusivamente os mais ricos e os mais fortes em detrimento de muitos que são os menos favorecidos da sorte. Hoje a especulação financeira busca a qualquer custo o lucro.

Temos presenciado e visto que a fome, na periferia e na zona rural está alcançando índices alarmantes.

Ultimamente, o número de pedintes tem aumentado consideravelmente, ficando muito claro a dimensão mais pungente e visível da miséria, da fome e do desprezo e da falta de compromisso das autoridades com as levas de flagelados, desempregados, famintos e miseráveis desta rica, saqueada e imensa Pátria.

Esta situação de miséria em que vive e país, ante a indiferença dos donos do poder e que é visível diante do número do número alarmante de desempregados, parece não ter nenhum sentimento humano diante a degradação de parcela significativa de nossa sociedade que não dispõe de um mínimo indispensável à vida.

As medidas paliativas que o governo vem tomando tornam cada vez mais indignas a situação humana. Os critérios de distribuição dos recursos da nação no sentido de combater a miséria são discutíveis e não chegam, com certeza, às bocas famintas dos campos e das cidades.

Impassivelmente assistimos todos os dias o governo, através da mídia, comemorar a colheita da maior safra de todos os tempos. Sobram alimentos, mas sobram muito mais estômagos vazios. A riqueza continua cada vez mais concentrada entre poucos.

Outro fato que me tem chamado a atenção é que a maioria dos aposentados tem feito empréstimos nas instituições financeiras. É como diz um amigo meu: são vinte e quatro horas de alegria e 60 meses de sofrimento.

Fica uma pergunta: até quando estas hordas famintas diante da indiferença das autoridades vão continuar passando fome e de cabeças baixas? Não poderão, no futuro, tomadas de indignação se transformar em armas vivas contra seus próprios algozes?
Nunca devemos esquecer que a fome tem cara de herege.

José Antonio

José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: altopiranhas@uol.com.br

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José Antonio

José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: altopiranhas@uol.com.br