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José Antonio

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Nossas calçadas

19/10/2015 às 16h38

Por José Antônio

A poetisa cajazeirense, já falecida, Teté Assis, em sua poesia “Recordando Cajazeiras”, de 1964, se expressava:

“Cajazeiras! Cajazeiras!
De longas calçadas altas,
sem pracinhas,
sem jardins.
As casas de residências viviam sempre abraçadas,
enfeitadas de janelas,
por onde a luz se escoava”

Considero a calçada o espaço mais democrático na estrutura urbana, além de ser extremamente essencial nos dias atuais para o pedestre, em razão dos leitos das ruas e avenidas estarem sendo “invadidas” por carros e motos, que também vêm ocupando as calçadas.

Em Cajazeiras, a qualidade de nossas calçadas fica a desejar e em quase todas as ruas o pedestre está sendo obrigado a andar pelo meio da rua, tanto são os obstáculos. 

Tenho observado, principalmente no centro da cidade, as calçadas continuam sendo utilizadas como um espaço de mostruário de mercadorias, mesmo com a proibição do Ministério Público e a vigilância permanente dos fiscais da prefeitura.

O solo urbano também não permite que as nossas calçadas sejam planas: além dos batentes e rampas para entradas de automóveis, geralmente, alguns donos dos imóveis, não têm o menor cuidado em preservá-las, além de não se importarem em por um piso de boa qualidade, uns utilizam pedras, outros põem cerâmicas ou simplesmente as calçam com cimento e areia.

Quem já andou pelos quase trinta loteamentos de nossa cidade, infelizmente, o código de postura do município deveria ter uma cláusula que as calçadas teriam no mínimo dois metros de largura, mas a maioria não chega sequer a ter um metro e meio e suas avenidas também não ultrapassam os sete metros de largura. A calçada continua sendo um espaço totalmente desprezado no contexto urbano.

Temos visto cobranças permanentes para melhorar a qualidade de nossas ruas, uns exigem calçamentos, outros que sejam asfaltadas, mas não tenho ouvido reclamações sobre a qualidade de nossas calçadas, que na sua maioria estão cheias de buracos, com larguras insuficientes, pisos escorregadios, iluminação ruim e servindo inclusive como depósito de lixo.

O que é mais importante para a cidade: a calçada ou a rua? É obvio que é a calçada, por tratar-se do espaço democrático onde ocorrem as relações humanas.

Em Cajazeiras, pelo meu conhecimento, a única rua que mereceu um tratamento especial, no sentido de uniformizar o tipo de piso e a sua fluidez foi a Avenida Presidente João Pessoa, quando ainda no primeiro governo do médico Carlos Antonio, que fez também uma ampla reforma no Calçadão da Tenente Sabino, sob as expensas do poder público. Além disto, nada mais.    

Infelizmente são poucas as ruas de nossa cidade que têm calçadas que ofereçam conforto e segurança, tal são as barreiras físicas que se acumulam indiscriminadamente ao longo delas.

Existe uma tradição de o proprietário do imóvel ser o responsável pela construção de sua calçada, mas, na maioria das vezes se fornece o habite-se e o que menos se observa no conjunto da obra é a calçada ou até mesmo se já foi concluída.

Já está na hora dos munícipes cobrarem, além de uma rua de qualidade, onde os automóveis trafeguem sem cair nos buracos, que as nossas calçadas tenham no mínimo um pouco de fluidez, conforto e segurança?

As calçadas e de nossa cidade precisam ter mais qualidade e esta conquista depende de todos nós.

José Antonio

José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: altopiranhas@uol.com.br

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José Antonio

José Antonio

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

Contato: altopiranhas@uol.com.br