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O agravamento da seca

08/05/2015 às 23h06

Os sertanejos começam a conviver, mais uma vez, com uma situação que vem se repetindo nos últimos anos: A intensidade do drama da estiagem que, normalmente, afeta as comunidades a partir do segundo semestre, exatamente, quando a temperatura se eleva, e não há mais nenhum registro de novas chuvas.

Este ano, o quadro é mais grave ainda porque é quarto seguido de invernos irregulares, e as chuvas foram bem abaixo da média. Em Cajazeiras, por exemplo, choveu apenas 400 milímetros, ou seja, mais ou menos a metade do que ocorre em invernos normais.

Em várias comunidades rurais locais e de outros municípios da região, o maior problema é a escassez de água para o consumo humano e animal. O mês de maio está só começando, e as dificuldades já são enormes na maioria das localidades rurais, num sinal claro de que teremos um ano dos mais difíceis desse ciclo de seca.

A zona rural pode viver o maior drama dos últimos tempos, com reflexos cada vez mais negativos para a economia local e regional. Sem água, esgotam-se todas as possibilidades de se manter algum projeto agrícola e, principalmente, ainda de se explorar a atividade pecuária, que se constituiu, ao longo dos anos, numa fonte forte de renda na região. Aliás, o rebanho já sofreu um forte abalo, nos últimos quatros anos.

Esse é um drama que já era esperado, mas nada ou quase nada foi feito no sentido de se criar as mínimas condições de convivência com os efeitos da seca. Concretamente, não se tem notícia de nenhum programa governamental destinado ao homem do campo para amenizar essa dificuldade. O que as gestões nas diferentes esferas têm feito? Os programas de perfuração de poços, por exemplo, já chegaram?

Pois bem, essa é a realidade dura na zona rural. E nas cidades? Muitas já estão sofrendo há algum tempo com a falta de água, sendo abastecidas por carros-pipa. Outras vivem à beira de um colapso no abastecimento. É o caso de Cajazeiras, pois o açude Engenheiro Avidos, sem recarga significativa, chegou a um nível muito crítico.

Esse é, portanto, um tema recorrente, e que precisa ser encarado pelas gestões públicas com maior seriedade e com ações eficazes. É preciso socorrer as comunidades com medidas emergenciais e se criar programas permanentes para uma convivência mais segura com os efeitos das seguidas estiagens.

Insegurança 
Cresceu em Cajazeiras, nos últimos dias, a onda de insegurança, com o registro, inclusive, de assaltos e outros delitos, na zona rural do município, o que tem deixado a população muito insegura. As emissoras de rádio têm registrado muitas cobranças, ultimamente, de pessoas da cidade e da área rural, para que as autoridades policiais intensifiquem algumas ações preventivas, visando coibir a violência. Do jeito que vai, as pessoas vão resistir muito em sair de casa.

José Anchieta

José Anchieta

Redator do Jornal Gazeta do Alto Piranhas, Radialista, Professor formado em Letras pela UFPB.

Contato: janchietacl@hotmail.com

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José Anchieta

José Anchieta

Redator do Jornal Gazeta do Alto Piranhas, Radialista, Professor formado em Letras pela UFPB.

Contato: janchietacl@hotmail.com