José Antonio
José Antonio - altopiranhas@uol.com.br

Professor Universitário, Diretor Presidente do Sistema Alto Piranhas de Comunicação e Presidente da Associação Comercial de Cajazeiras.

06/01/2017 às 14h05

O discurso de Zé Aldemir

Ouvi o discurso de posse do prefeito de Cajazeiras, José Aldemir Meireles. Esperava, além de uma forte mensagem de esperança, algo de novo que preenchesse de paz, de união, de um novo amanhecer, radiante de luz, alegria e de ter a audácia para criar expectativas de esperança no coração do povo, e que sua fala tivesse um foco extremamente mais forte destinado ao desenvolvimento econômico e social de nossa cidade.

Anotei alguns pontos da fala do prefeito, entre os quais destaco:

Para a área de saúde a promessa da construção e instalação de um Centro de Imagem e a implantação de uma UTI Neo Natal no Hospital Júlio Bandeira e o restante foi o feijão com arroz: manter os postos de saúde em pleno funcionamento, medicamentos e exames para todos.

Especialistas afirmam que a manutenção de um Centro de Imagens é de um custo elevadíssimo, além da necessidade de se ter profissionais altamente qualificados, o que é difícil de contratar até em grandes centros devido à escassez, mas nada é difícil quando se tem vontade política e obstinação.

Mas a grande luta desta cidade na área de saúde é indiscutivelmente a construção do novo hospital universitário para 200 leitos, que será o suporte para o campo de estágio dos universitários das áreas de saúde, no que resultará na formação de profissionais competentes para atender nossas demandas e que possibilitará Cajazeiras se tornar o terceiro pólo de saúde do estado, mas por não ter falado nesta obra não significa que não lute por ela.

Na educação ouvi algo que muito me agradou: a elevação do Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico – IDEB, mas este é um processo lento, persistente e desafiador que envolve muitos segmentos da sociedade que passa pelo efetivo compromisso dos professores, dos gestores, das escolas, das famílias e do município. Atingir o desejado nos próximos quatro anos é uma tarefa hercúlea.

Outro ponto que me chamou a atenção foi a da importação de tecnologia italiana, de geração de energia a partir de resíduos sólidos, a ser implantada em Cajazeiras, depois de participar, na província de Dell Àquilla, na Itália, no mês de maio, de um congresso internacional sobre o assunto. Esta possibilidade será discutida entre a empresa e a sociedade cajazeirense e regional ainda este mês. É um projeto interessante, mas tem certo grau de variáveis a serem vencidas e demanda projetos de médio e longo prazo.

Para a zona rural não apresentou propostas inovadoras e se limitou a falar sobre poços artesianos, desassoreamentos de açudes, recuperação de estradas e passagens molhadas. Esperava um programa de desenvolvimento rural, a partir de instalação de cinco mil colméias para a produção de mel, engenhos de rapadura e casas de farinha em diversas comunidades, banco de sêmen para melhorar o rebanho leiteiro de bovinos e caprinos, distribuição de milhares de mudas frutíferas com os produtores rurais, além da interligação das bacias fluviais do município, com a chegada das águas do São Francisco.

Na infra-estrutura focou sua preocupação com a rede de esgotos, que sempre foi e continua sendo o problema mais crucial da cidade, principalmente na periferia, aonde tem segundo levantamento, mais de 300 ruas para serem calçadas e milhares de quilômetros de saneamento, incluindo-se aí o interminável serviço iniciado há mais de oito anos e ainda não foi concluído que é o esgotamento da Zona Norte.

Para a zona urbana frisou vários problemas e como serão solucionados: restauração das ruas, desorganização do trânsito, iluminação e o mais grave que é a questão do lixo e nesta área pretende realizar uma campanha de educação e conscientização junto à população para não jogar lixo nas ruas. Não será fácil educar o povo do dia para a noite.

Para gerar empregos apontou alguns caminhos, dentre eles o de fazer uma campanha junto aos empresários para ampliar seus negócios e gerar novas vagas no mercado, mas como o municipio não tem nenhum atrativo fiscal, esta será uma empreitada muito difícil nestes tempos de crise.

Por fim fez um rigoroso alerta: não ia vender ilusões e que a prefeitura não era um cabide de empregos. Faço parte da torcida que nos próximos quatro anos a cidade de Cajazeiras possa ampliar o seu IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, de 0,679 (índice médio) para pelos menos 0,700 que já é considerado um índice alto. Para atingir este patamar é preciso muita luta e dedicação não só do chefe do executivo, mas de todos os seus auxiliares.


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