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Francisco Cartaxo

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O escritor João Rolim da Cunha

11/02/2013 às 20h25

 

João Rolim da Cunha nos deixou no dia 24 de janeiro passado, às vésperas de completar 99 anos. Na semana seguinte, sua esposa, Detinha Leitão da Cunha, seguiu o mesmo caminho. Nascido no sítio Papamel, em 12 de maio 1914, ele percorreu muitos caminhos, com passagem pelo Exército longe do Nordeste, para depois voltar à Paraíba. Especialista em contabilidade prestou serviços profissionais a importantes firmas sertanejas, fez-se funcionário público federal, por concurso do DASP, vinculando-se ao Ministério da Fazenda, em cujas repartições ele serviu, desde as antigas Mesas de Rendas até aposentar-se como auditor fiscal do Tesouro Nacional. João Rolim ficará na história menos pelas aventuras vividas ou pelo desempenho profissional e mais pelo legado dos seus escritos. Aliás, escritor quase por acaso, incentivado que foi por Deusdedit Leitão, seu cunhado. Ele próprio faz esta revelação em seu livro de memórias:

 

“Em 1994, recebi a visita do professor Deusdedit Leitão, acompanhado de sua esposa dona Maria José César; trazia em suas mãos uma escarcela com quinhentas e dezesseis notas pesquisadas por ele, um verdadeiro relicário. Ao cumprimentar-me, foi me entregando aquela escarcela, dizendo:

– Faça-se meu herdeiro.”

 

Ali estavam 516 anotações datilografadas, numeradas em sequência, “todas referentes a nossa estremecida Cajazeiras, seu começo, sua gente, sua beleza e sua cultura”, como ele registra no livro “Caminhos por onde andei”, publicado em 2006 pela Editora Universitária da UFPB. Do acervo herdado de Deusdedit nasceu o “Barra da Timbaúba (Ensaio genealógico)”, livro que reúne uma gama de dados e informações, hoje fonte de consulta obrigatória para quem se interessa pela história de Cajazeiras. A partir daí, João Rolim da Cunha tomou gosto. Cheio de entusiasmo escreveu “São José de Piranhas – Apontamentos para sua história”, em homenagem à cidade onde viveu seus anos de recém-casado e que lhe deu os primeiros dos seus sete filhos. 

 

“Colégio Nossa Senhora de Lourdes – Cajazeiras” é outro trabalho de pesquisa que resgata o passado daquele histórico educandário de formação de professores, consubstanciado, entre outros aspectos, na listagem de todas as professoras diplomadas, desde a primeira turma de 1922 até 1999. Além disso, o livro contém documentos, informações e comentários de grande utilidade para manter viva e acessível um pedaço fundamental da história do ensino, relevante não apenas para Cajazeiras, mas para vasta região do interior do Nordeste, tal era a afluência de estudantes de outros lugares em busca do saber ministrado no respeitável estabelecimento educacional, ainda hoje exercendo forte e positiva interferência na formação de nossa gente. O estudo foi publicado pela União Editora em 2000.

 

Além dos livros aqui citados, João Rolim da Cunha escreveu artigos para jornais, a exemplo do Gazeta do Alto Piranhas, e revistas, como a do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba. É esse legado de escritor quase por acaso que ficará para a posteridade, como fonte de informação complementar, incluindo os registros de suas andanças pelos caminhos da memória, a espalhar impressões acerca de pessoas, empresas, órgãos públicos, situações e episódios narrados com a simplicidade de um conterrâneo do sítio Papamel, hoje em processo de incorporação ao perímetro urbano de Cajazeiras.

 

Francisco Cartaxo

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Contato: cartaxorolim@gmail.com

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Contato: cartaxorolim@gmail.com