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PF investiga ex-prefeitos por contrair empréstimos em nomes de servidores

Os ex-prefeitos são acusados de envolvimento no desvio de recursos públicos por meio de empréstimos consignados concedidos irregularmente.

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27/03/2009 às 00h03

Depois da prisão do prefeito de catingueira, Edvan Rodrigues, informações extra-oficiais, apontam para o envolvimento de mais ex-prefeitos sertanejos com a máfia dos empréstimos.

Os ex-prefeitos são acusados de envolvimento no desvio de recursos públicos por meio de empréstimos consignados concedidos irregularmente.

Segundo funcionários do Banco Matone, o ex-prefeito de Santarém, Nil Barateiro, contraiu empréstimos na ordem de 400 mil em nome de funcionários e ex-secretários da sua administração. Tais empréstimos até os dias de hoje não foram quitados, fazendo com que a instituição financeira acionasse a Justiça, que por sua vez acionou a Policia Federal para apurar os supostos calotes dados por ex-prefeitos e servidores.

Em Santarém conforme informações, cerca de 9 pessoas, entre servidores e ex-secretários estão envolvidos no “caso dos empréstimos”.

Entenda a máfia
Segundo as investigações feitas em conjunto pelas promotorias de justiça, os ex-prefeitos lideravam um grupo que obtinha empréstimos pessoais para servidores públicos municipais junto ao banco Matone (SP), por meio de convênios celebrados em que as prefeituras figuravam como avalista das operações.

Os financiamento dos empréstimos previa parcelas muito superiores à capacidade de pagamento dos envolvidos e que, por isso, as prefeituras prestavam declarações falsas em relação aos cargos ocupados pelos integrantes do esquema. Servidores que ganhavam um salário mínimo se comprometiam a pagar prestações cinco vezes maiores que seus vencimentos.

Além de servidores do quadro das prefeituras, o esquema envolvia pessoas sem vínculo direto com as administrações municipais, mas que mantinham relações pessoais com os prefeitos. De acordo com as investigações, o gestor convencia as pessoas para contrair empréstimos consignados junto aos bancos.

As pessoas emprestavam seus nomes, recebiam os valores acertados e ficavam com uma porcentagem que variava de 10% a 20%. O restante do dinheiro era repassado ao prefeito. Eram então emitidos boletos bancários em nome das prefeituras nos valores correspondentes ao total dos empréstimos.

Os bancos envolvidos nas operações foram coniventes com o esquema. "Não é possível que eles não soubessem das irregularidades, por isso o MPE também estará representando junto ao Banco Central e à justiça federal pedindo a responsabilização.

Da Redação do Diário do Sertão

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