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Efeitos da crise? Juiz declara que Fórum da Justiça do Trabalho de Sousa poderá fechar as portas: “Aqui está sucateado”. Veja o vídeo!

Segundo Rocha, a justiça do trabalho está enfrentando um problema que jamais aconteceu antes, houve um corte orçamentário

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

29/02/2016 às 13h52 • atualizado em 29/02/2016 às 14h41

O Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor) divulgou ações que serão realizadas no orçamento da Justiça do Trabalho de todo o Brasil.

Segundo o Colégio, a Justiça do Trabalho não pode suportar os cortes, que superam, no total, R$ 880 milhões. Nos Tribunais Regionais o corte foi de 29% para custeio e de 90% para investimento. Os presidentes dos Regionais alertam a população para o risco de precarização dos serviços prestados, além do sucateamento das instalações.

No entanto, conforme informações do presidente do Coleprecor, desembargador Lorival Ferreira dos Santos, o índice de corte nas verbas discricionárias do custeio denota-se pernicioso e muito superior aos aproximados 15% aplicados aos outros ramos do judiciário nacional, em verdadeira manobra política/orçamentária discriminatória consubstanciada para determinar a paralisia desta Justiça.

Diante do que vem acontecendo, a reportagem do Portal e TV Online Diário do Sertão entrevistou nesta segunda-feira (29), Paulo Roberto Rocha, juiz responsável pela Vara do Trabalho, em Sousa, no Sertão do Estado.

Segundo Rocha, a justiça do trabalho está enfrentando um problema que jamais aconteceu antes, houve um corte orçamentário nas parcelas de investimento em cerca de 90% em comparação ao ano de 2015. “Com um custeio de aproximadamente 30%. Foi reduzido o repasse da União. O Tribunal Regional do Trabalho decidiu reduzir o horário de expediente, aqui em Sousa só é até às 14:30h”, argumentou.

Conforme disse o Magistrado à nossa reportagem, O Fórum da Vara do Trabalho, em Sousa, em virtude do que vem acontecendo corre o risco de fechar. “Na verdade, isso foi uma medida de retaliação realizado por algum setor da classe política que decidiu viabilizar essa ação, porque a atuação dela não agrada todos, muitas vezes fere interesses econômicos. “Estamos trabalhando em ritmo de sucateamento nas instalações. Não temos autonomia monetária para fazer qualquer tipo de reforma no Fórum”, ressaltou.

O juiz do Trabalho ainda afirmou que mesmo com as dificuldades não impede a atuação dos servidores para atender as demandas, entretanto, se não for viabilizada uma ação emergencial financeira até setembro ou outubro de 2016, Fóruns de Varas do Trabalho, inclusive em Sousa, podem fechar as portas.

O Fórum da Justiça do Trabalho com sede em Sousa atende os municípios de Sousa, Aparecida, Lastro, Marizópolis, Nazarezinho, Poço Dantas, Pombal, Santa Cruz, Santarém, São Bentinho, São Bento do Pombal, São Domingos de Pombal, São Francisco, São José da Lagoa Tapada, Uiraúna e Vieirópolis.

DIÁRIO DO SERTÃO

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