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Gerência de Medicina Legal inicia exumação de corpo de PM morto em treinamento

O corpo do Cabo está enterrado no cemitério Parque das Acácias, no bairro do José Américo.

Por Luzia de Sousa

05/04/2016 às 09h56

A exumação foi iniciada nesta terça-feira

A Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol) da Polícia Civil da Paraíba iniciou, na manhã desta terça-feira (05), a exumação do corpo do cabo da Polícia Militar, Heide Carlos, que faleceu na última quarta-feira (30), no hospital de Trauma da Capital, após passar mal em um treinamento do Gate (Grupo de Ações Táticas e Especias) na segunda-feira (28).

O corpo do Cabo está enterrado no cemitério Parque das Acácias, no bairro do José Américo.

Segundo a PM, o cabo Heide passou mal após uma caminhada de 4 km pela BR-230, entre a sede da cavalaria da PM, no bairro do Cristo Redentor, e a sede do Gate, no Jardim Veneza, ambos em João Pessoa, na manhã de segunda-feira (28). Socorrido para o hospital de Trauma, o cabo Heide teve uma paralisia nos rins, que acabou gerando uma parada cardiorespiratoria e morreu. A exumação marcada para esta segunda-feira foi adiada por falta de pessoal da Gemol.

Ontem, em entrevista ao Portal MaisPB, o servidor público Carlos Moab, irmão do cabo-PM Heide Carlos, pediu que a Polícia Militar não atrapalhe as investigações. “Que deixem o trabalho fluir. Que deixem o trabalho dos peritos e todo processo fluir. Acredito que a corporação não tem nada a esconder”, disse Moab.

Substância e ‘bolsa desaparecida’
Uma substância estimulante pode ter provocado a morte do cabo-PM Heide Carlos Gomes durante treinamento da Polícia Militar, conforme o major Ferreira, comandante do Gate. A família do militar diz que a bolsa onde estaria a substância sumiu e que somente reapareceu no velório do cabo.

A família de Heide questiona o porquê de não ter sido realizado um exame para constatar se o cabo fez uso da substância. Também questiona o motivo de ter sido aberta uma sindicância e não um inquérito. O militar se preparava havia mais de um ano para o curso do Gate e, segundo familiares, tinha ótimo condicionamento.

Conforme familiares, Heide não fazia uso de substância alguma considerada proibida ou prejudicial à saúde. A família faz questão de destacar que não está acusando a instituição e nem ninguém, mas quer a apuração e os esclarecimento dos fatos. A exumação, conforme familiares, trará o verdadeiro motivo da morte.

MaisPB

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