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Por não aceitar envolvimento dele com movimentos sociais pai mata filho e depois se suicida. VÍDEO!

Guilherme Neto foi baleado, fugiu, mas foi encontrado e alvejado outra vez. Engenheiro, que se matou, não aceitava elo do filho com movimentos sociais.

Por Estagiário

16/11/2016 às 12h18

O estudante Guilherme Silva Neto, de 20 anos, foi perseguido por pelo menos um quarteirão antes de ser morto pelo pai, o engenheiro civil Alexandre José da Silva Neto, de 60 anos, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, o homem, que após o crime cometeu suicídio, já havia baleado o jovem, que, inicialmente, conseguiu fugir.

“O pai surpreendeu o filho próximo à Praça do Avião. Segundo testemunhas, nesse momento, ele teria efetuado quatro disparos. Mesmo ferido, o jovem chegou a correr, mas o pai entrou no carro e o perseguiu até alcançá-lo. Foi quando ele atirou outras vezes”, disse ao G1 o delegado Hellynton Carvalho, que esteve no local do crime.

O caso ocorreu na tarde de terça-feira (15), na esquina da Rua 25-A com a Avenida República do Líbano, no Setor Aeroporto. De acordo com a polícia, houve uma discussão entre os dois pelo fato de Guilherme ter envolvimento com movimentos sociais, o que não era aceito pelo pai e teria provocado o conflito familiar.

Um homem que não quis se identificar chegou no local no momento do crime. “De início eu escutei três disparos. Aí eu escutei uma gritaria, aí a hora que eu cheguei perto do portão, eu vi o senhor recarregando a arma”, contou.

Após atirar contra o filho, Alexandre se debruçou sobre ele e atirou contra si. Ele foi socorrido e levado ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), mas morreu.

O corpo de Guilherme é velado no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. Já o corpo do pai segue no Instituto Médico Legal (IML) da capital.

Pai mata filho durante discussão e depois comete suicídio, diz polícia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Pai mata filho durante discussão e depois comete suicídio, diz polícia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Comportamento alternativo
Conforme consta no registro de ocorrência, Alexandre não concordava com o comportamento e o modo de ser do filho, considerado “alternativo e revolucionário”. Guilherme era ligado a movimentos sociais, incluindo as ocupações de escolas contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estabelece teto para o aumento dos gastos públicos.

“O pai vivia em conflito com o filho por não aceitar o modo de vida dele, que participava de movimentos sociais e movimentos estudantis. Ao que tudo indica o crime teria sido premeditado”, afirmou o delegado.

Em uma conta nas redes sociais, Guilherme demonstrava interesse em assuntos ligados a questões sociais, política, e assuntos polêmicos como a cultura do estupro, aborto e gestão de Organizações Sociais (OSs) na Educação.

A mãe do jovem, a delegada aposentada Rosália de Moura Rosa Silva, disse à polícia que, na manhã do crime, pai e filho tiveram uma discussão motivada pela reintegração de posse em uma unidade ocupada por estudantes. O jovem queria ir, mas o pai não permitiu. O engenheiro, no entanto, saiu de casa, e Guilherme também, logo em seguida. Quando o idoso retornou e não viu o filho, foi à sua procura, o matou e se suicidou.

G1

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