header top bar

section content

OMS diz que zika não é mais emergência sanitária internacional

Organização havia declarado emergência em fevereiro deste ano; Brasil tem mais de 200 mil casos de infecção pelo vírus

Por Estagiário

18/11/2016 às 19h29

Exemplares de aedes aegypti em laboratório em Campinas. (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Em coletiva na tarde desta sexta-feira (18) em Genebra, na Suíça, a Organização Mundial da Saúde anunciou que o vírus da zika e seus transtornos neurológicos associados não são mais uma emergência sanitária internacional. No entanto, a comissão disse que deverá continuar com uma “ação endurecida” contra todas as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Estavam presentes o presidente do Comitê de Emergências da OMS, David Heymann, e o diretor-executivo do Programa de Emergências de Saúde, Pete Salama, que informaram que, desde fevereiro, quando a emergência sanitária foi declarada, a organização tem dado uma “robusta reposta ao vírus” e que um novo grupo será escalado para continuar os trabalhos de combate nos países mais afetados.

“O vírus da zika segue um problema muito importante a longo prazo (…) mas não é mais uma emergência de saúde pública a nível mundial”, disse Heymann.

Com o fim da emergência para o controle do vírus da zika, essa nova equipe deverá criar um programa a longo prazo a ser instalado pela OMS. Neste ano, a epidemia afetou mais de 75 países e, no Brasil, gerou mais 200 mil casos reportados ao Ministério da Saúde.

“Não estamos diminuindo a importância do zika ao colocar isso como um programa de trabalho mais longo, estamos enviando a mensagem de que o zika está aqui para ficar”, disse Salama.

Emergência no Brasil
Mesmo com a mudança no status internacional, o Ministério da Saúde anunciou que o vírus da zika ainda é uma emergência nacional em saúde pública. Na manhã desta sexta, o ministro Ricardo Barros estabeleceu novos critérios para o diagnóstico da doença, assim como para a confirmação de microcefalia nos bebês.

A partir de agora, os profissionais deverão levar em consideração não apenas o perímetro da cabeça das crianças. Fatores como perda de visão, audição, comprometimento e deficiência de membros também serão levados em conta na avaliação dos médicos.

Todas essas novas regras serão divulgadas para profissionais de saúde, cuidadores e familiares de pacientes. Além das mudanças das normas sobre o vírus da zika, as novas diretrizes vêm com passos para que qualquer profissional da Atenção Básica também possa tratar crianças com alterações no desenvolvimento.

G1

ENTREVISTA

No Caldeirão Político, secretário revela bastidores da campanha que levou Zé Aldemir à histórica vitória contra grupo de Carlos – VÍDEO!

SOLIDARIEDADE

Campanha busca arrecadar recursos para construir sede de associação que cuida de idosos; saiba como contribuir – VÍDEO!

TRANSPARÊNCIA

Reeleito, presidente da câmara de vereadores de Bonito de Sta. Fé faz presta contas dos seus trabalhos a frente do poder legislativo

LENDAS VIVAS

Especial São João: Ícones do forró, Chico Amaro revela por que quase parou, e Nonato Cearense relata encontro com Luiz Gonzaga – VÍDEO!