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3 em 10 mulheres no nordeste sofreram violência doméstica, diz pesquisa

Fortaleza foi a 3ª capital em violência física contra mulher. Pesquisa entrevistou 10 mil mulheres nos nove estados.

Por Henrique

10/12/2016 às 07h07 • atualizado em 09/12/2016 às 20h31

Uma pesquisa mostra que aproximadamente 3 em cada 10 mulheres nordestinas (27,04%) sofreram pelo menos um episódio de violência doméstica ao longo da vida. Em termos de violência física ao longo da vida, Salvador (BA), Natal (RN) e Fortaleza (CE) são as três cidades mais violentas da região, respectivamente. Nesse levantamento, foram entrevistadas 10  mil mulheres nos nove estados do Nordeste.

Os dados integram o primeiro relatório da pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, divulgado em Fortaleza nesta quinta-feira (8).

O material foi realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Economia (Caen) da Universidade Federal do Ceará (UFC), em parceria com o Instituto Maria da Penha. O levantamento foi considerado o maior estudo sobre o tema, quanto à sua escala, em toda a América Latina.

Filhos como testemunhas
Em todas as capitais nordestinas, 55,2% das mães que sofreram agressões físicas reportaram  que os filhos testemunharam o episódio ao menos uma vez, ou seja, mais da metade dos casos de violência contra a mulher é presenciada pelos filhos.

O estudo também revela que 20,1% das mulheres souberam de agressões sofridas pelas respectivas mães durante a infância, ou seja, 1 em cada cinco mulheres em idade fértil já havia sido exposta à violência domestica sofrida por suas respectivas mães ainda durante a infância.

Considerando-se todas as capitais, 12,3% das mulheres disseram que o atual parceiro ou ex-parceiro (mais recente), soube de agressões físicas sofridas pela mãe deles.

Além disso, 64,6% das mulheres que sofreram agressão  durante a gravidez disseram que essas agressões ocorrem no primeiro trimestre de gestação.

Pesquisa
O anúncio da pesquisa assinala o Ano 10 da Lei Maria da Penha. O estudo é resultado de parceria da Universidade Federal do Ceará  (UFC) e Instituto Maria da Penha com o Instituto para Estudos Avançados de Toulouse (França).

G1

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