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Mulheres trans são agredidas e retiradas a força por seguranças em shopping de Curitiba

Em conversa com o NLUCON, a militante Rafaelly Wiest, do Transgrupo Marcela Prado, alegou que não houve a tentativa dos seguranças de entender o que estava acontecendo

Por Henrique

12/12/2016 às 11h29 • atualizado em 12/12/2016 às 13h59

“Sem saber, eles já julgaram que as meninas estavam erradas e que precisavam ser retiradas à força. Tanto que o homem chega a agredir com um soco, um tapa e um chute uma delas e os seguranças não fazem nada contra ele. Fazem somente contra as trans”, declara a militante Rafaelly Wiest, do Transgrupo.

Três travestis e mulheres transexuais foram agredidas na segunda-feira (07) por seguranças e retiradas à força de Shopping em Curitiba, após se envolverem em uma confusão com um homem cis na Praça de alimentação.

No vídeo que circula pela internet, os seguranças interferem na discussão entre as trans e o homem cis. E usam da agressividade para tirar as trans do local. Uma é abraçada por trás, tem parte de sua peça íntima exposta é levada para fora. Outra leva um mata leão, cai no chão e é arrastada. O público assiste a cena passivamente.

Em conversa com o NLUCON, a militante Rafaelly Wiest, do Transgrupo Marcela Prado, alegou que não houve a tentativa dos seguranças de entender o que estava acontecendo. E que eles abusaram da força e da abordagem violenta contra o grupo de mulheres trans. Rafaelly foi acionada após o episódio e deu suporte às meninas.

“Sem saber, eles já julgaram que as meninas estavam erradas e que precisavam ser retiradas à força. Tanto que o homem chega a agredir com um soco, um tapa e um chute uma delas e os seguranças não fazem nada contra ele. Fazem somente contra as trans”, declara a militante, destacando que a violência contra a população trans é corriqueira e naturalizada.

BOLETIM DE OCORRÊNCIA

Após o vídeo as trans foram encaminhadas para uma sala, onde alegam ter sofrido novas agressões. Elas foram à delegacia, onde fizeram um Boletim de Ocorrência e passaram por corpo de delito. Bastante machucadas, elas saíram da cidade e não querem dar entrevistas sobre o caso.

“Entramos em contato com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária e a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado do Paraná. E vamos notificar o Ministério Público pela agressão que aconteceu. Agora, enquanto ações civis e criminais, só cabem as meninas, que infelizmente deixaram a cidade. É triste porque esse hábito de apanhar e achar que não adianta denunciar faz com que o preconceito permaneça”, declarou Rafaelly.

NOTA DA ASSESSORIA

A assessoria do shopping emitiu uma nota ao site Lado A dizendo que o “Shopping preza em todos os momentos pelo bem-estar dos clientes, lojistas e funcionários e esclarece que atuou para conter um tumulto garantindo a segurança de todo o público presente no local”.

Rafaelly questiona: “Essas três meninas trans que estavam no shopping também são clientes e foram agredidas. Então quer dizer que a segurança delas não foi respeitada e o bem-estar delas não foi assegurado? Ao contrário, foi uma atrocidade e uma barbaridade o que fizeram”, declarou.

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