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15/03/2017 às 16h46

postado por: Priscila Belmont

Manifestantes ocupam Ministério da Fazenda contra a reforma da Previdência

Protesto iniciado às 5 horas desta quarta-feira faz parte das ações do Dia Nacional de Mobilização e Paralisação contra a Reforma da Previdência, promovido no Distrito Federal e pelo menos 23 estados.

Protesto no ministério não tem hora para acabar, dizem organizadores.

Manifestantes ocuparam na madrugada desta quarta-feira (15) a sede do Ministério da Fazenda e Previdência, em Brasília. O protesto faz parte do Dia Nacional de Mobilização e Paralisação contra a Reforma da Previdência, promovido pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), centrais sindicais e outras entidades das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. Os organizadores afirmam que cerca de mil pessoas começaram a ocupar o ministério às 5 horas. Já a Polícia Militar diz que há 200 manifestantes no local. Outros grupos prometem se juntar ao movimento.

Estão previstas manifestações no Distrito Federal e em 23 estados. Várias categorias anunciaram que vão paralisar por até 24 horas. Outras prometem atrasar o início dos trabalhos e realizar assembleias e participar de atos públicos em diversas cidades de todo o país. Moradores de São Paulo e Belo Horizonte começaram o dia sem metrô. Motoristas de ônibus também retardaram a saída das garagens. Ainda na cidade, o ex-presidente Lula deverá participar, às 16 horas, de protesto na Avenida Paulista.

O movimento contesta as alterações propostas pelo governo para as reformas da Previdência e trabalhista. Entre os principais pontos questionados, estão a fixação de uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e mulheres e a exigência de 49 anos de contribuição para acesso ao benefício integral.

A ocupação no Ministério da Fazenda é realizada por movimentos da Via Campesina Brasil, MST, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Quilombolas (Conaq), Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e conta com o apoio de professores da base do Sinpro/DF e de trabalhadores de diversas categorias da base de sindicatos da CUT. A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) também pretende levar mais 2 mil manifestantes para o ministério.

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