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Surto de doenças infecciosas atinge pelo menos 700 presos na Papuda

Além de impetigo, conforme denunciado pelo Metrópoles, eles têm sarna. Para evitar mais casos é preciso melhorar a higiene do complexo

Por Priscila Belmont

15/07/2017 às 08h00 • atualizado em 14/07/2017 às 19h26

Impetigo e Sarna são as duas doenças identificadas entre os presos da Papuda (Arquivo pessoal)

Pelo menos 700 presos do Complexo Penitenciário da Papuda foram infectados com duas doenças de pele altamente contagiosas. O Metrópoles revelou o caso com exclusividade na manhã desta quinta-feira (13/7). No dia anterior, quando a Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) foi acionada pela reportagem para prestar esclarecimentos, o órgão havia admitido apenas a incidência de impetigo entre os detentos. Mas, após a publicação da denúncia, a Sesipe informou existir também casos de sarna na unidade prisional.

Com coceira intensa, feridas e bolhas purulentas na pele, alguns detentos nem sequer foram atendidos por médicos para tratar as doenças, que começaram a se manifestar há quatro meses. Desde maio, existe determinação judicial para o atendimento.

A sarna e o impetigo são tão contagiosos que não se mantiveram apenas no ambiente prisional. Após visitas aos internos, parentes também relataram a infecção pela bactéria ou pelo parasita da escabiose (nome científico da sarna). Somente na Penitenciária do Distrito Federal 1 (PDF 1), onde há 3.652 detentos, 520 foram contaminados, o que representa 14,2% da população carcerária do lugar.

A Sesipe afirma ter iniciado mutirões de triagem para atendimento aos internos e detecção de outros casos. “O acompanhamento está sendo feito por médicos e enfermeiros que trabalham nas unidades prisionais”, destacou a subsecretaria, por meio de nota. No entanto, a mãe de Lucas*, 25 anos, negou que o filho tenha recebido atendimento. Ela o visitou nesta quinta-feira (13/7) e teme que o rapaz perca o pé.

Eles não têm atendimento médico coisa nenhuma. Essas doenças precisam de higiene para melhorar, mas meu filho está dormindo no banheiro, cheio de bicho. O pé dele tá roxo, parece que vai gangrenar. Só queria atendimento para ele” (Maria, mãe de interno de 25 anos que foi contaminado)

Segundo Maria*, o filho teve o corpo alvejado por seis tiros de balas de borracha. As feridas, contou, facilitaram a entrada e a proliferação de bactérias. Além disso, a sarna tomou conta da região genital do rapaz. “Eles não deixam levar remédio e não tratam a doença. Estou pedindo pelo amor de Deus para ele ser atendido. Só isso”, lamentou.

No início desta semana, a reportagem também entrou em contato com 10 esposas de presos. Pelo menos três delas relataram ter pego as doenças depois de visitas aos companheiros no cárcere.

Metrópoles

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