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Operação Andaime: Ministério Público Federal denuncia empresário de Cajazeiras por coação a testemunhas

Segundo o Ministério Público, o empresário não só quebrou as condições cautelares, como retornou, quase imediatamente, às suas atividades criminosas.

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18/12/2015 às 16h00

MPF quer detenção de ex-prefeito (Imagem Ilustrativa - Foto: Reprodução)

O Ministério Público Federal, em Sousa apresentou denúncia contra o empresário cajazeirense Mário Messias Filho por agir para impedir e embaraçar a investigação em curso sobre organização criminosa da Operação Andaime. O crime está previsto no artigo 2º, § 1º, da Lei n. 12.850/2013.

Por quatro vezes, durante o mês de setembro de 2015, Mário Messias, conhecido por “Marinho”, constrangeu o réu colaborador Francisco Justino do Nascimento e sua família, com o objetivo de impedir o prosseguimento das investigações ainda em curso. A denúncia foi apresentada nessa quinta-feira (16), após a deflagração da 2ª fase da Operação Andaime.

Durante a deflagração da 1ª fase da Operação Andaime, em 26 de junho de 2015, “Marinho” foi preso temporariamente. Teve a prisão preventiva decretada e ficou 18 dias encarcerado, sendo colocado em liberdade em 13 de julho de 2015, sob medidas cautelares pessoais de restrições. No entanto, “Marinho” não só quebrou as condições cautelares, como retornou, quase imediatamente, às suas atividades criminosas.

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Entenda o caso
A quadrilha, desbaratada em 26 de junho de 2015, durante a 1ª fase ostensiva da Operação Andaime, vinha atuando, há mais de cinco anos, em municípios do Alto Sertão paraibano, através de irregularidades em licitações e contratos públicos, em especial a montagem de procedimentos licitatórios e a venda de notas fiscais. Até o presente momento, as investigações indicam que a organização criminosa vinha atuando, pelo menos, desde 2009, desviando recursos federais através de irregularidades em licitações e contratos públicos, em especial a montagem de procedimentos licitatórios e a venda de notas fiscais. Os crimes também incluem lavagem de dinheiro através de empresa fantasma.

DIÁRIO DO SERTÃO com MPF

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