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Construtor aceita delação premiada, entrega o jogo e denuncia organização criminosa da Operação Andaime

Como um dos benefícios da delação premiada, Francisco Justino do Nascimento deverá deixar, logo mais, o presídio onde está recolhido e voltar para casa.

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15/09/2015 às 19h56

Construtor, delator da Andaime, Francisco Justino

O construtor e empresário cajazeirense Francisco Justino do Nascimento, preso na Operação Andaime e tido como um dos operadores do esquema comandado por uma organização criminosa, que vinha cometendo vários crimes e fraudando licitações em diversas prefeituras da Paraíba e de outros estados fez um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal e que foi homologado, no inicio da noite desta terça-feira (15), pelo juiz federal Marcelo Sampaio Pimentel Rocha, titular da 15ª vara Federal e que está respondendo pela 8ª vara federal, em Sousa, onde correm as ações já ajuizadas pela Procuradoria da República. As delações envolvem vários prefeitos e prefeitas no esquema.

O acordo de Delação Premiada foi conduzido pelo Procurador Federal Tiago Misael Martins, a partir da decisão de Francisco Justino do Nascimento de colaborar com as investigações, já que era o único dos presos da operação Andaime que ainda se encontrava recolhido ao Presídio Regional de Cajazeiras, desde o dia 26 de junho, motivado, ainda, segundo ele, pelo fato de que os envolvidos nas fraudes estavam jogando toda a responsabilidade sobre seus ombros.

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Foram cerca de 20 horas de depoimentos, gravados em vídeos, onde o colaborador denunciou, detalhadamente, como funcionava o esquema, a hierarquia da estrutura da organização, as pessoas envolvidas em cada um dos municípios, os processos fraudados, o montante de recursos envolvidos e as obras conduzidas diretamente pelos executores das fraudes, que vinham acontecendo, na maior normalidade, em várias cidades da região polarizada por Cajazeiras, municípios da região de Sousa e em cidades do Rio Grande do Norte e do Ceará.

Os termos da delação, que correm em segredo de justiça, já que serão objeto de uma intensa investigação, que envolverá a Polícia Federal e a CGU, foram divididos em duas partes – as que envolvem pessoas comuns, que se desdobrarão em ações na primeira instância e as que envolvem pessoas com foro privilegiado, que foram encaminhadas para o Procurador Regional da República em Recife.

As delações feitas por Francisco Justino têm o poder de atingir vários gestores municipais, com capacidade e poder de fogo para abalar a estrutura política regional, mas só serão tornadas públicas quando concluídas as investigações e ajuizadas as ações pertinentes.

Como um dos benefícios da delação premiada, Francisco Justino do Nascimento deverá deixar, logo mais, o presídio onde está recolhido e ser encaminhado para sua residência.

DIÁRIO DO SERTÃO com Adjamilton Pereira

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