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Padre suspenso por pedofilia celebra missa fora da Paraíba e gera polêmica

O padre foi afastado das funções sacerdotais por ter sido denunciado por “atos em desacordo com a lei”, conforme nota assinada pelo então bispo diocesano Francisco de Assis Dantas de Lucena.

Por Estagiário

01/11/2016 às 18h18 • atualizado em 01/11/2016 às 18h19

A imagem mostra o padre celebrando em Juazeiro do Norte. (Foto: Reprodução)

Durante a Romaria de Finados, na Basílica do Santuário de Nossa Senhora das Dores, no Juazeiro do Norte (CE), um registro curioso virou tema de discussão nas redes sociais: Pode um padre afastado das funções sacerdotais, investigado por suposta prática de pedofilia, presidir a celebração da Santa Missa?

A discussão foi iniciada a partir da divulgação de imagens e vídeos mostrando o padre José Anselmo Soares de Sousa, afastado em 04 de abril deste ano das atividades eclesiais na Diocese de Guarabira, concelebrando e presidindo Missa na terra do padre Cícero Romão.

O vigário paroquial do Juazeiro do Norte, padre Cícero Gomes, acolheu na manhã deste domingo (30) o padre Anselmo como sendo da Paróquia Sagrada Família de Belém, Diocese de Guarabira na Paraíba. O sacerdote afastado presidiu a celebração normalmente. A Romaria de Finados acontece de 29 de outubro até 02 de novembro.

O sacerdote foi afastado das funções sacerdotais por ter sido denunciado por “atos em desacordo com a lei”, conforme nota assinada pelo então bispo diocesano Francisco de Assis Dantas de Lucena.

A Polícia Civil da região explicou que o sacerdote está sendo investigado pelo crime de estupro de vulnerável, que teria ocorrido na cidade de Dona Inês, no Agreste do estado. A nota confirmou, à época, que o afastamento será mantido até o encerramento de todas as investigações.

“O afastamento do Sacerdote visa preservar os princípios da moral e ética cristãs, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso com a busca da verdade, reunindo todos os esforços no sentido de apurar as denúncias recebidas”, disse a nota emitida por dom Lucena em abril.

Ainda na nota, o bispo diz “não admitir precipitação em proteger culpados ou execração de inocentes, mas reafirma o compromisso de esclarecer minuciosamente todas as acusações.

Ainda não conseguimos ouvir a versão do padre Anselmo e não há ainda uma posição oficial da Diocese de Guarabira sobre o assunto, mas as primeiras informações colhidas junto a integrantes do clero diocesano, confirmam que o sacerdote continua afastado e proibido de exercer suas funções. Para alguns sacerdotes, que preferiram não se identificar, a tentativa de driblar uma determinação superior pode complicar ainda mais a situação do padre Anselmo. As informações são do blog do Rafael San.

Atualização
Em entrevista à Rádio Rural de Guarabira o Padre Adauto Tavares, pároco da Catedral de Guarabira e membro do Conselho Diocesano, declarou que a Diocese já tem conhecimento do caso e o administrador diocesano Monsenhor Nicodemos deverá tomar as medidas, podendo o sacerdote voltar à condição de leigo por desobediência. A desobediência é considerada gravíssima, segundo o Código de Direito Canônico.

O clero diocesano se reúne na manhã desta terça-feira (1º) junto com o Colégio de Consultores, responsável pelo gerenciamento da Diocese, durante a vacância do bispo titular, e deverá se posicionar sobre o fato.

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