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Dilma diz que não descarta se candidatar à Câmara ou ao Senado nas próximas eleições

Em entrevista à AFP, ex-presidente afirma que não guarda rancor nem de Cunha

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

19/02/2017 às 09h01 • atualizado em 18/02/2017 às 19h52

A ex-presidente Dilma Rousseff em entrevista à AFP (Foto: Evaristo Sá / AFP )

A ex-presidente Dilma Roussef afirmou, na tarde desta sexta-feira, que poderá se candidatar à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. Embora tenha sido afastada do seu mandato em agosto do ano passado, Dilma não perdeu os direitos políticos para ocupar cargos públicos, e pode, portanto, ser candidata a cargos eletivos. Em suas redes sociais, mantém a frase “presidenta eleita do Brasil”.

— Eu não serei candidata a presidente da República, se é essa a sua pergunta. Agora, atividade política, nunca vou deixar de fazer (…). Eu não afasto a possibilidade de eu me candidatar para esse tipo de cargo: senadora, deputada, esses cargos — disse Dilma, em entrevista à agência de notícia France-Presse (AFP), em Brasília.

Dilma diz não guardar rancores pessoais nem mesmo de seus detratores, como o ex-deputado Eduardo Cunha, responsável por comandar o processo de impeachment da ex-presidente na Câmara. Ela disse que conserva a mesma atitude em relação aos seus algozes que a torturam no período da ditadura militar (1964-1985).

— Eu não tenho em relação ao Eduardo Cunha nenhum sentimento de vingança ou qualquer coisa que o valha. Eu não tive em relação ao torturador. Não dou luxo para torturador de ter ódio de torturador, nem tampouco para o Eduardo Cunha.

Dilma demonstrou irritação ao ser questionada sobre o escândalo de corrupção da Petrobras. Em troca de contratos com a estatal, um cartel de empreiteiras superfaturava preços de licitações e pagava propina a agentes públicos e partidos políticos para financiar campanhas eleitorais.

Os processos são extremamente complicados (…). Ninguém no Brasil sabe de todos os processos de corrupção hoje — afirmou.

Dilma disse que continua analisando os documentos do processo que a retirou do poder, substituindo-a por seu vice, Michel Temer, a quem voltou a acusar novamente de líder de um “golpe parlamentar”.

— As pedras de Brasília e as emas da Alvorada sabiam que eles estavam inventando um motivo para me afastar — afirmou a ex-presidente, em alusão aos animais que vivem nos jardins do Palácio da Alvorada.

Ela também comentou o resultado das pesquisas eleitorais recentes que projetam o ex-presidente Lula em primeiro lugar em todos os cenários eleitorais para 2018. Dilma disse que há um “segundo golpe” em andamento: criminalizar Lula para impedir que ele seja candidato.

— Apesar de todo o processo de tentativa de destruição da personalidade, da história e tudo, o Lula continua em primeiro lugar, continua sendo espontaneamente o mais votado — afirmou Dilma.

O Globo

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