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Aprovação ao governo Temer sobe de 3% para 6%, segundo CNI/Ibope

Essa é a primeira alta na popularidade do presidente desde o levantamento realizado em junho de 2016, no início do seu governo

Por Luzia de Sousa

20/12/2017 às 14h30

Michel Temer (Foto: Reuters)

A avaliação dos brasileiros sobre o governo de Michel Temer melhorou no último trimestre, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (20/12) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A aprovação ao presidente subiu de 3%, em setembro, para 6%, no mês de dezembro. O percentual de entrevistados que confia nele também aumentou: de 6% para 9%. Já os que aprovam a maneira de Temer governar passaram de 7% para 9%.

A rejeição ao presidente fecha o ano em 74%. O índice registrado em setembro era de 77%. O número daqueles que não confiam em Temer também diminui: oscilou de 92% para 90%, dentro da margem de erro. Esse é o primeiro acréscimo de popularidade de Michel Temer desde o levantamento realizado em junho de 2016, no início do seu governo. Na época, o presidente iniciou o mandato com 31% de aprovação, sofrendo sucessivos decréscimos até atingir o patamar de 7%, na última pesquisa, o pior índice registrado pelo peemedebista.

O levantamento foi feito entre 7 e 10 de dezembro, com 2 mil pessoas em 127 municípios. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O índice de confiança na pesquisa é 95%.
A melhora dos indicadores do presidente foi puxada pelos entrevistados com 55 anos ou mais. Entre eles, o índice de avaliação de “bom” ou “ótimo” cresceu de 4% para 10% – um aumento acima da média registrada pelo levantamento. No mesmo grupo, a taxa de confiança foi de 8% para 14%. Temer também registrou maior aprovação entre os homens: 12% deles aprovam sua maneira de governar, em contraste a apenas 6% das mulheres.

Para o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, o aumento na popularidade do presidente se deve à redução do noticiário desfavorável ao presidente. Segundo a pesquisa CNI/Ibope, o percentual que avalia as últimas notícias sobre Temer como negativas caiu de 68% para 56%. “O que pode justificar isso é uma melhoria em termos de notícia em relação ao governo, uma redução da discussão sobre corrupção e essa pequena melhoria que a economia mostra”, afirma.

Entre as notícias mais citadas sobre o presidente, estão a reforma da Previdência (19%), casos de corrupção (12%), a Operação Lava Jato (6%), o estado de saúde de Temer e a reforma trabalhista. No último levantamento CNI/Ibope, em setembro, o noticiário sobre corrupção dominava a percepção midiática sobre o presidente, com 23%. Na época, tramitava na Câmara dos Deputados a segunda denúncia enviada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o peemedebista e dois de seus ministros. O processo foi arquivado em outubro.

Perspectiva
A melhora na aprovação do governo Temer deverá continuar pelos próximos meses, segundo o CNI. O pessimismo em relação ao restante do mandato do presidente caiu de 72% para 69%. Segundo Renato da Fonseca, uma melhora na economia deverá aumentar a popularidade do peemedebista durante o restante do seu mandato. “A avaliação vem caindo muito forte desde o início e estamos esperando essa retomada. À medida que a economia vai melhorando, a popularidade cresce”, diz.

Áreas de atuação
O levantamento CNI/Ibope leva em consideração nove áreas de atuação: meio ambiente, combate à inflação, educação, combate ao desemprego, combate à fome e à pobreza, taxa de juros, segurança pública, saúde e impostos. Todas as temáticas são desaprovadas por pelo menos 75% dos entrevistados. As mais bem avaliadas são as três primeiras, com 17% de aprovação cada.

Comparação com Dilma
Apesar da melhora de popularidade, 59% dos entrevistados continuam avaliando o governo Temer como pior do que o da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O índice é o mesmo do levantamento divulgado em setembro, a pior taxa de comparação registrada entre o peemedebista e Dilma. Os que preferem o estilo de governar de Temer ao da petista cresceram de 8% para 10%.

Metrópoles

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