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ONU defende direito do aborto em países atingidos pelo zika vírus

Europa registra primeiro caso de grávida com zika.

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05/02/2016 às 15h21

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RIO e BRASÍLIA – A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta sexta-feira que os países atingidos pelo vírus zika permitam o acesso de mulheres à contracepção e ao aborto. O apelo é dirigido, principalmente aos países sul-americanos, muitos dos quais não permitem sequer o uso da pílula anticoncepcional.

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"As leis e as políticas que restringem acesso a esses serviços devem ser urgentemente revistas em consonância com os direitos humanos, a fim de garantir na prática o direito à saúde para todos", disse o principal comissário de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra'ad Al Hussein, à agência de notícias Reuters.

“Estamos pedindo aos governos para mudar essas leis, porque como eles podem pedir a estas mulheres a não engravidar? Mas também não oferecer-lhes informação que está disponível e também a possibilidade de interromper a gravidez se assim desejarem”, afirmou a porta-voz do comissário da ONU, Cecile Pouilly, durante entrevista coletiva, ao ser questionada sobre países como El Salvador que criminalizam o aborto.

No Brasil, onde o aborto também é criminalizado, o aumento no número de casos suspeitos de microcefalia associados ao vírus zika tem ampliado as discussões sobre o assunto.

Hoje, o principal comissário de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra'ad Al Hussein, defendeu o direito ao aborto nos casos de zika. O Ministério da Saúde não comentou diretamente o assunto, que vem ganhando destaque desde que a epidemia de microcefalia ao zika se agravou no país. Mas, em nota sobre recomendações a serem tomadas pela população no combate ao Aedes, afirmou que considera a gravidez “decisão pessoal, que deve ser avaliada e ponderada pela própria mulher, juntamente à sua família”.

A pasta também aconselhou mulheres que desejam engravidar que conversem com seu médicos e sigam as orientações de prevenção disponibilizadas pelas autoridades de saúde do Brasil. O diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, chegou a recomendar, ano passado, que as mulheres adiassem planos de gravidez. Com a repercussão negativa da declaração, a pasta vem afirmando que não há restrição à gestação no país, mas destaca os riscos.

Questionado sobre a posição defendida pela ONU, o Ministério da Saúde respondeu, por meio de nota, que “nas três situações em que o procedimento de interrupção de gestação é considerado legal no Brasil (quando não há outro meio de salvar a vida da mulher, quando a gravidez resulta de estupro, e nos casos de diagnóstico de anencefalia fetal), o atendimento pode ser realizado em todos os estabelecimentos do SUS que possuem serviço de obstetrícia”. Mas não se posicionou sobre o assunto.

EUROPA TEM 1º CASO DE GRÁVIDA INFECTADA
O ministério da Saúde espanhol informou, na quinta-feira, que registrou o primeiro caso do vírus zika no país. A vítima diagnóstica mora na Catalunha e é uma grávida de 41 anos que está entre 13 e 14 semanas de gestação. Ela apresentou sintomas após uma viagem recente à Colômbia. De acordo com o órgão, a mulher não apresenta nenhuma anomalia e não necessitou de internação.

Esse seria o primeiro caso conhecido de infecção pelo vírus em grávidas na Europa, segundo agências de notícias. O governo espanhol afirmou que inclui o caso numa lista de pessoas que contraíram o vírus durante viagens a zonas de risco. Dos sete casos, três pacientes estão na região da Catalunha, dois em Castela e Leão, um em Murcia e outro em Madrid.

COLÔMBIA REGISTRA TRÊS MORTES
O ministro da Saúde da Colômbia, Alejandro Gaviria, disse nesta sexta-feira que há relação entre o vírus zika e a síndrome de Guillain-Barré com a morte de três pessoas no país sul-americano na semana passada.

“Há uma conexão causal entre a síndrome zika, síndrome de Guillain-Barré e a morte de três colombianos: um de San Andrés e outros dois de Turbo, na Antioquia”, afirmou o ministro.

No Rio, jovens adultos lutam para sobreviver após desenvolver uma forma severa da síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica que tem sido associada à infecção pelo vírus zika. Dois dos seis internados no Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, estão em estado muito grave. Todos tiveram zika no Estado do Rio e, duas semanas depois, começaram a apresentar sintomas de comprometimento do sistema nervoso. Alguns ficaram totalmente paralisados. Sua batalha é contra a doença e a falta de recursos públicos para dar assistência a vítimas do zika. Em janeiro, o hospital atendeu outros dez casos, de pacientes menos graves e que já receberam alta.

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