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Babalorixá de Cajazeiras diz que sonhou ser padre, mas Frei Damião não deixou e confessa já ter ficado nu em festas

O Sacerdote Afro Jackson afirma que nunca sofreu nenhum preconceito homofóbico, tendo sua casa frequentada por todos

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23/11/2015 às 17h00

O programa Interview da TVDS com José Dias Neto conheceu na quinta-feira (19) a vida do Babalorixá, também denominado de Sacerdote Afro, ou até mesmo popularmente como conhecido como Pai de Santo, Jackson Luiz Gonçalves Ricarte.

A história do Candomblé de Ketu na Paraíba confunde-se com a chegada de Jackson a Cajazeiras, em 1974. Este babalorixá chegava ao Sertão Paraibano para resolver um problema de uma pessoa. O trabalho duraria aproximadamente 08 dias e depois disso ele certamente voltaria ao Rio de Janeiro, cidade onde residia e trabalhava. Deste atendimento, seu nome começou a ser divulgado entre as pessoas e foram surgindo cada vez mais novos casos a serem resolvido, no entanto, Jackson aqui foi ficando e até os dias atuais já se transcorreram vários anos de uma história dedicada exclusivamente ao Candomblé e à Sociedade. 

Jackson Ricarte
— Criei-me católico estudante do Diocesano; Meu sonho era ser padre; Nunca me vi sendo sacerdote afro. Eu era uma pessoa meio louca na vida, mas drogas nunca usei, nem matei, nem roubei, nem de bebida alcoólica gosto. Mas o resto já fiz, dar escândalos, até ficar nu em festas, gostava mesmo era de me exibir, que todos me olhem, que admirem minha elegância — confessou Jackson.

Discriminação religiosa e sexual
Quanto à aceitação do povo de Cajazeiras, o Sacerdote Afro Jackson afirma que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito, tendo sua casa frequentada por todas as classes sociais e atendendo pessoas de todo país.

— Não senti preconceito pelo homossexualismo assumido aos 20 anos. Minha família me aceitou; nunca os enganei; choquei, mas disse a verdade — relatou.

Candomblé
O Candomblé e caracterizado pelo respeito e o amor aos Orixás, que são divindades que comandam toda a natureza, cada qual na sua especificidade. É uma religião despida de preconceitos. Jackson ainda revela que é filho de Iansã junto com Ogum. O nome do seu terreiro é: Ilê Axé Runtó Rumboci (o poço que nunca seca). 

É sua religião e única razão de existência, pois trata, sobretudo, da natureza que deve ser amada e respeitada. O primeiro contato dele com a religião aconteceu aos 11 anos, por uma necessidade de saúde, onde os médicos haviam dito que ele era portador de uma enfermidade (epilepsia). Resolveu procurar o Candomblé e foi curado, a partir de então abraçou esta religião como filosofia de vida.  “Fui pela dor, hoje pelo amor”.

— Me deu paz, melhorou  minha maneira de ser e pensar — explicou ele sobre sua escolha.

Veja algumas indagações do babalorixá sobre outras religiões
“Todas as religiões são bonitas, os mentores delas é que muitas vezes exageram nas situações”.

“Tive muito contato com Frei Damião; Tinha muita vontade de ir em missão, mas ele não me levou, disse que meu mundo não era esse”.

“Nunca admiti os fieis católicos receberem o Corpo de Cristo na Eucaristia e depois irem beber”.

Deus
— Eu sem Deus não existo. Deus não tem corpo — ressalvou Jackson Luiz sobre as imagens e esculturas religiosas.
Sexo

— Passo tempos sem sexo; nunca me fez falta; gosto de ter a pessoa — confessou jackson.
Política

— Tem 22 anos que não trabalho com a política; não quero, nem tenho vontade de fazer; cansativo e desgastante; mas todos os trabalhos com políticos que fiz deram certo — desabafou o Pai de Santo.

Título de cidadão cajazeirense

Câmara de Cajazeiras realiza sessão em terreiro de candomblé e dá título a babalorixá. ASSISTA!​

Dentro das comemorações da Semana da Consciência Negra em Cajazeiras, na noite da última terça-feira (17) o Poder Legislativo cajazeirense promoveu um momento histórico ao realizar uma sessão especial na casa llê Axé Runtó Rumboci e entregar o título de cidadão cajazeirense ao babalorixá Jackson Ricarte, provando mais uma vez que a Câmara de Cajazeiras apoia as diversidades e, por isso, é exemplo para a Paraíba. A sessão de propositura do vereador Marcos Barros abriu oficialmente a Semana da Consciência Negra em Cajazeiras.

Antes da entrega do título, os vereadores assistiram a várias manifestações religiosas e culturais de origem africana, como danças, tambores e capoeira. Mas o ponto alto da sessão foi mesmo a chegada do ‘Pai Jackson’ ao ‘terreiro’, conduzido pelos vereadores Valderi Dias e Neguin do Mondrian e pela vereadora Léa Silva.

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