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Para pagar mudança de sexo transexual vende imóvel. “Posso viver de aluguel”

Jenny vive junto com o marido há dois anos, que a apoia integralmente na decisão

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06/03/2015 às 09h25

A cabeleireira Jenny Kate, 31, vai abrir mão da casa própria onde mora com o marido

A cabeleireira Jenny Kate, 31, vai abrir mão da casa própria onde mora com o marido para realizar o sonho da sua vida: realizar uma cirurgia para redefinição de sexo. Ela colocou à venda a casa onde vive em Barras (127 km de Teresina) e espera arrecadar o dinheiro para o procedimento.

Jenny foi a primeira transexual a conseguir na Justiça o direito de mudar de nome e gênero no Piauí, em agosto de 2014. Para chegar à decisão, passou por duas cirurgias: um orquiectomia –procedimento para remoção dos testículos–, em agosto de 2013; e a implantação de próteses de silicone, em janeiro de 2014.

Com a decisão judicial, ela deixou de ser Jonny para virar Jenny Kate Machado dos Santos. Agora, ela quer dar o passo final para concluir sua mudança de gênero: fazer a cirurgia de redesignação sexual.

"Quero me sentir mais eu, me sentir como realmente sou. A cirurgia faz com que me adeque o meu corpo ao meu gênero. Eu nasci do gênero feminino num corpo masculino", disse. 

Jenny vive junto com o marido há dois anos, que a apoia integralmente na decisão. Eles trabalham juntos em uma salão de beleza. Em setembro de 2014, eles casaram na Igreja da Comunidade Metropolitana.

Sobre a decisão de vender a casa e custear o procedimento, ela conta que não optou pela cirurgia gratuita pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por falta de profissionais no Estado e pela demora de anos na fila de espera.

"Aqui não tem o acompanhamento multidisciplinar exigido pelo SUS, que tem de ser feito pela equipe que vai operar. Hoje mesmo vi uma postagem de uma amiga que está na fila há sete anos, já teve o procedimento autorizado, mas a informaram que até 2020 já estavam com todas as cirurgias marcadas, que só depois disso que iriam abrir novas datas", disse.

Após a vender a casa, a cabeleireira planeja morar um tempo de aluguel. "Se tentasse arrecadar a custo do meu trabalho e de meu marido, iríamos demorar cinco, sete, 10 anos. Então seria quase o mesmo tempo que mudar par outro Estado e esperar pelo SUS. Eu posso tranquilamente viver de aluguel enquanto vou me recuperando, compro um novo terreno, ou faço uma casa menor, a depender do valor que venda", disse.

Ela conta que a pedida inicial para casa é de R$ 90 mil, mas como tem pressa em vender, aceita negociar o valor. "A gente fez uma autoanálise e, devido pessoas falarem que não iríamos conseguir esse valor, estou pedindo um pouco menos. Até por R$ 80 mil posso vender", assegurou.

Outro motivo para recusar o SUS é o tipo de cirurgia e supostos problemas pós-operatórios. "Eles fazem com a imersão peniana. Optei por não fazer com essa técnica; vou fazer com a mucosa extraída do Jejuno, técnica que vai dar mais elasticidade à vagina, ficando mais próxima de uma vagina real", disse.

Uol

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