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09/11/2016 às 15h03 • atualizado em 09/11/2016 às 18h35

postado por: Jocivan Pinheiro

Sindicalista confirma paralisação e protesto contra PEC 55 esta semana em Cajazeiras

A mobilização faz parte da paralisação geral organizada no país inteiro pela CUT e pela Confetam

Elinete Lourenço, presidente do SINFUMC (Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Cajazeiras), confirmou que nesta sexta-feira, dia 11, haverá uma paralisação geral e mobilização nas ruas da cidade contra a PEC 55, a reforma no ensino médio, entre outros projetos do governo Temer.

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Elinete Lourenço, presidente do SINFUMC

A mobilização faz parte da paralisação geral organizada no país inteiro pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Confetam (Confederação dos(as) Trabalhadores(as) no Serviço Público Municipal).

“Cajazeiras também é Brasil, é Paraíba, e nós precisamos nos mobilizar, dizer não a tudo isso que está aí. É uma PEC que reduz o trabalhador ao nada, e nós precisamos estar preparados, é preciso que os trabalhadores se juntem”, clama a sindicalista.

Em Cajazeiras, os participantes vão se concentrar na Praça Coração de Jesus a partir das 7h, e de lá seguem pelas principais ruas do Centro até pararem em frente ao Banco do Brasil, na Avenida Coronel Juvêncio Carneiro.

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Apesar de ser uma mobilização com foco maior na PEC 55, os estudantes que estão ocupando as universidades e escolas contra a reforma do ensino médio também receberão apoio do SINFUMC.

“Eu acho que o mais prejudicado hoje é o estudante porque vai ficar sem participar das universidades. Só o povo nas ruas organizado, mobilizado, é que pode dar um basta nisso tudo”, ressalta Elinete Lourenço.

Sobre a possibilidade de os trabalhadores terem o ponto cortado caso participem de greves, Elinete disse que se trata de uma manobra típica de governos ditatoriais.

“Por isso eu afirmo: é um golpe. Quem não lembra de 64, que a gente não podia gritar, ler um livro, uma música que falasse de liberdade você não podia ouvir? Então é isso? Hoje eu não posso gritar que eu estou de greve, que os prefeitos não estão pagando meu salário?”

DIÁRIO DO SERTÃO

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