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Agência denuncia novo furto de água no perímetro irrigado de Sousa; “60% é desviada”. Veja Vídeo!

“Dos 400 litros por segundos que sai, aqui só chega 160 litros, torno de 40%, então todo restante é desviado”, relatou a gerência do perímetro

Por Estagiário

25/11/2016 às 16h06 • atualizado em 25/11/2016 às 16h37

Durante período prolongado de seca, desvios de água continuam por proprietários de terra no Canal da Redenção, no município de Sousa, no Sertão Paraibano. O canal, que tem 37 quilômetros de extensão, foi construído há mais de 20 anos, e sua água é retirada do Açude Mãe D’água, em Coremas.

Agricultor da região tem quase toda plantação perdida após seca. “Nós já perdemos mais de quase 400 pés de goiaba e mais de 300 pés de coco esse ano”, disse o agricultor, Francisco Dias. Um dos proprietários do perímetro irrigado das Várzeas de Sousa.

O canal beneficia mais de 10 mil pessoas do município de Sousa e Aparecida. Sousa sendo um dos maiores produtores de coco do Brasil tem sua plantação interrompida devido o agravamento da seca, e água que vem do canal é utilizada apenas no consumo humana e também distribuída para parte da população de Aparecida.

“Só dá para o consumo, tomar banho e lavar louça, às vezes dá para um único animal e muitas das vezes não sobra”, relatou o agricultor, Francisco Trajano.

Segundo a gerência do perímetro irrigado, 60% da água são desviadas no meio do caminho. “Dos 400 litros por segundos que sai, aqui só chega 160 litros, torno de 40%, então todo restante é desviado”, relatou.

Durante a trajetória do canal vários flagrante são encontrados, não são apenas uma e nem duas, são varias as tubulações clandestinas que retiram água do canal.

O Tribunal de Contas da Paraíba já denunciou desde o início do ano os desvios ao longo do canal, mesmo assim eles continuam sendo praticados.

Empresário comenta que não sabe o que vai acontecer com a transposição, pois se em poucos quilômetros ocorre desse tanto de desvios e na transposição que são milhares.

“O que vai acontecer com a transposição do Rio São Francisco, se em 35 km, 60% da água é desviada, imagina quando tiver em milhares de quilômetros para ser fiscalizado”, disse o empresário, Pierre Landolt.

O presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), João Fernandes, afirmou que o órgão faz fiscalização permanente no percurso do canal e que a fiscalização é difícil de ser executada ao longo dos 35 km.

DIÁRIO DO SERTÃO

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