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Doutora declara que rádios de Cajazeiras tentam ‘calar boca’ da população, revela que empresários defendem grupos políticos e diz que programa de Samuka é um “atentado”

Ela defendeu o controle social da imprensa, explicou que não é censura e sobrou até para a música do carnaval: "Trá Trá Trá"

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01/02/2016 às 17h54

Dra. Mariana Moreira metralhou os meios de comunicação

A jornalista e professora da Universidade Federal de Campina Grande, Campus de Cajazeiras, Dra. Mariana Moreira foi enfática ao criticar e declarar que proprietários de rádios do município tentam ‘calar a boca’ do povo, além de assegurar que defendem grupos políticos.

As declarações fortes da jornalista foram prestadas durante debate no programa Trem das Onze, da Rádio Alto Piranhas nesse domingo (31). Ela falava de um modo geral sobre os meios de comunicação na atualidade, mas foi solicitada para se reportar a Cajazeiras e detonou: “Vamos para o nosso chiqueiro. O compromisso que essas emissoras de rádios de Cajazeiras têm é com determinados grupos políticos, econômicos e terminam limitando notícias e restringido pessoas”.

Ela relembrou que Rádio e Televisão são concessões públicas do Estado e destacou a importância da criação do Conselho Social da Comunicação, que o ex-presidente Lula tentou implantar no Brasil.

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Mariana Moreira explicou que em países desenvolvidos isso é uma realidade e não se trata de censurar a imprensa como foi propagado pela própria mídia brasileira, mas é antes de tudo um mecanismo de controle social.

“Mesmo com as falhas desse mecanismo você ia dar oportunidade a entidades exercem um controle maior sobre os meios de comunicação, não é censura”, disse ela.

A cajazeirense citou o programa apresentado pelo jornalista Samuka Duarte, da TV Correio de João Pessoa e declarou: “Aquilo é um atentado a qualquer dignidade humana. Não é liberdade de imprensa é uma agressão. É antiético”, justificando que tem que haver controle da forma como as notícias são publicas.

A jornalista reforçou que o controle não se trata de qual notícia deve ir ao ar e qual não deve ser publicada, mas a foram como o apresentador deve se pautar.

Ela citou um exemplo para justificar sua tese: “Não posso chegar e chamar uma pessoa que foi presa de safada e marginal. Ela pode ter sido presa injustamente, a Justiça não a condenou ainda, mas Cajazeiras está cheia desses programas e ainda bota uma musiquinha safada por trás”.

E sobrou até para a música do carnaval: “E não vá dizer que a população gosta da ‘Metralhadora Trá Trá Trá’ porque ela gosta porque só escuta isso”, e indagou: “Quem aqui conhece a cantora Socorro Lira daqui de Catolé do Rocha? Praticamente ninguém conhece e ela faz músicas legais, boas”.

Ouça áudo da Rádio Alto Piranhas!

Sobre
Mariana Moreira é doutora em Ciências Sociais e foi umas das pioneiras do programa “Boca Quente” da Rádio Difusora de Cajazeiras. Em 2014 ela lançou o livro “Outro Sertão: fronteiras da convivência com o Semiárido”.

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