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Sousa registra primeiro caso de bebê com microcefalia; Diretora do hospital explica

Ainda segundo a diretora do Hospital, existe um protocolo que está sendo efetivado na secretária estadual de Saúde para notificação

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27/11/2015 às 13h46

Um possível caso de microcefalia vem rondando a cidade de Sousa desde essa quinta-feira (26). Tudo isso devido ao nascimento de uma criança no Hospital Materno Infantil da cidade, aparentemente, diagnosticada com a doença. A suspeita se deu após um exame de ultrassonografia realizado dias antes do bebê nascer. A criança e a mãe são da cidade de Aparecida, região de Sousa.

Em conversa com o Portal e TV Diário do Sertão, a diretora do Hospital Materno Apoliana Ferreira, não quis gravar entrevista mas revelou: "Eu acho mais prudente aguardar o resultado  dos exames. Tem todo prognóstico e evidências que seja, mas é necessário que os exames e avaliações com profissionais confirmem o caso, para depois ser divulgado".

Ainda segundo Apoliana, existe um protocolo que está sendo efetivado na secretária estadual de Saúde para notificação, e se confirmado a rede nacional de Saúde irá acompanhar o caso de perto.

Na região nordeste, o líder desses casos  ainda está em Pernambuco, e numa aumento assombroso de 487. Depois, aparecem a Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas,  Ceará, Bahia e Goiás. Ao todo o Brasil já são 739 casos registrados, o que tornou o país inteiro em alerta.

Algumas cidades já contam com um unidade de saúde própria para atender mães com esses casos e com suspeitas dele.

Entenda o que é microcefalia
A microcefalia é quando o bebê nasce com o cérebro menor do que o esperado (perímetro menor ou igual a 33 cm para bebês a termo) e que compromete o desenvolvimento da criança em 90% dos casos.

As causas exatas do surto no Brasil ainda estão sendo investigadas e o principal suspeito é o Zika vírus, primo do vírus da dengue que atacou muitos paraibanos nos últimos meses, deixando com aquela famosa virose de erupções na pele, olhos vermelhos e dores no corpo.que duravam um semana, na maioria dos casos.

Esse mosquito circula no país desde maio do ano passado, é de origem africana e uma das possibilidades encontradas até hoje,  é a de que ele veio  juntamente com os turistas durante a Copa do Mundo. Os casos de microcefalia coincidem com áreas em que o vírus circulou no ano passado.

Estudos estão sendo realizados e já de imediato foi descartado ser por causas genéticas, pois a mudança no campo da ciência que trata dos vários fatores genéticos, sociais ou ambientais e condições derivados de exposição microbiológica aconteceu de uma hora para outra. 

A hipótese é que o vírus, primo da dengue é transmitido também pelo Aedes aegypti, atravessaria a barreira placentária e entraria no corpo da criança prejudicando a formação do cérebro. Exames feitos pelos cientistas deram sinais de infecção viral no cérebro em alguns casos e também foram achados sinais do Zika vírus no líquido amniótico, em bebês que ainda estavam na barriga, e no líquido cefalorraquidiano, naqueles que já nasceram.

De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, os casos de microcefalia devem aumentar em todo o país e já é considerado uma epidemia.

O Ministério da Saúde recomenda algumas medidas específicas para grávidas:

• Atualizar as vacinas de acordo com o calendário vacinal do programa nacional de imunização do Ministério da Saúde.

• Atenção sobre a natureza e a qualidade daquilo que se ingere (água, alimentos, medicamentos), consome ou se tem contato, principalmente sobre a ação desses produtos no desenvolvimento do bebê.

• Proteger-se das picadas de insetos, evitando horários e lugares com presença de mosquitos e, sempre que possível, utilizar roupas que protejam o corpo. Consultar o médico sobre o uso de repelentes e verificar atentamente no rótulo a concentração do produto e definição da frequência do uso para gestantes. Além disso, telas de proteção, mosquiteiros e ar-condicionado também são medidas de proteção.

• Se houver qualquer alteração no estado de saúde, principalmente no período até o quarto mês de gestação, comunicar aos profissionais de saúde.

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