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No Dia da Poesia, poeta cajazeirense presta entrevista e fala sobre arte

Gildemar respondeu perguntas sobre o aceitamento da poesia no mercado editorial, poesia como elemento de transformação, entre outros temas.

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16/03/2015 às 10h00

Carlos Gildemar cede entrevista sobre poesia

Em alusão ao Dia da Poesia, comemorado em 14 de março, o jornalista e poeta Linaldo Guedes entrevistou o professor e também poeta Gildemar Pontes para o Jornal da União. Na oportunidade, Gildemar respondeu perguntas sobre o aceitamento da poesia no mercado editorial, poesia como elemento de transformação, entre outros temas. 

Veja a entrevista na íntegra:  

LG – Você considera a poesia como um elemento de transformação? Justifique.

Gildemar Pontes – Totalmente. A poesia é a energia neural mais importante que conheço. É a base essencial da filosofia, da sociologia e da psicologia. Sem ela estamos fadados ao fracasso existencial, moral e ético, como estamos presenciando hoje. Se houvesse mais poesia circulando e sendo lida, discutida e vivenciada haveria mais amor, fraternidade e igualdade entre os seres humanos.

 LG – Como você vê o mercado editorial para a Poesia? Acha mesmo que poesia não vende, como dizem os editores? Por que? 

Gildemar Pontes – Não há mercado editorial para a poesia, porque os editores seguem a lógica do interesse comercial não cultural. Por isso os poetas se autofinanciam. A poesia não vende porque exige uma base de educação e aculturação que poucas sociedades proporcionam. Quem vai ler poesia se não consegue entender um manual de aparelho eletrônico? Professores do ensino fundamental e médio não trabalham com livros de poesia, mas com fragmentos de poemas de poetas esparsos no tempo. Jamais poderão passar aos alunos a noção de completude e integridade que a poesia provoca. Na Universidade não se trabalha com poesia porque os “formadores” de leitores de poesia não leram poesia o suficiente ou não têm espaço nas estruturas curriculares dos Cursos de Letras para se dedicarem a estudos mais aprofundados. Basta ver nas pós-graduações como são diminutos os estudos sobre poesia. Em outros cursos quase não se ouve falar. Se não temos leitores em massa para a poesia não haverá mercado editorial e consequentemente consumo do poeta e da poesia.

LG – Como você vê o momento atual para a poesia no Brasil? 

Gildemar Pontes – É mais fácil se ler um poema no facebook do que num livro. As pessoas estão lendo e comentado poemas nas redes sociais. Evidente que se trata de uma parcela mínima dos usuários dessas redes sociais, mas não há valorização por parte do mercado editorial e livreiro para os livros de poesia.

LG – Qual seu poeta e poema preferidos?
Gildemar Pontes – Tento superar Castro Alves com Neruda, Rilke, Bandeira, Vinícius e outros tantos, mas o medonho do Castro Alves escreveu belos poemas de amor e estrondosos poemas sociais, num período em que a maioria dos escritores macaqueava os europeus atrás de uma identidade num país sem educação e escravocrata. “Navio Negreiro” é meu poema preferido.

LG – O que é ser poeta para você? 

Gildemar Pontes – É um mistura de pessoa real e personagem, como Dom Quixote, Che Guevara, Páris, Mariana Alcoforado, Cyrano… Ser poeta é viver muitas vezes sendo um personagem. E descobrir que seu personagem é o mais autêntico dos seres humanos.

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