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Estudo diz que xixi de bebês pode curar rins de adultos; veja por quê

Bebês prematuros já nascem com a capacidade de salvar vidas e evitar transplantes de rim

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

27/05/2016 às 10h35

Quando um bebê nasce prematuro, ele ainda não está preparado para enfrentar o mundo aqui fora sozinho, já que seu corpo ainda não está completamente desenvolvido. Mas, exatamente por isso, esses bebês têm a capacidade de salvar vidas – através do xixi.

O segredo está nas células-tronco. Quando estão na fase embrionária, elas podem se transformar em qualquer parte do corpo humano. Mas retirar células-tronco de embriões envolve grandes polêmicas e, por isso, os cientistas buscam fontes menos invasivas desse material: dentes, gengiva e, agora, a urina.

Pesquisadores da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, encontraram grandes quantidade de células-tronco na urina de bebês que nasceram entre a 31ª e a 36ª semana da gravidez. Essas células não são tão poderosas quanto as embrionárias, porque já têm características específicas do órgão de onde vieram, o rim. Mas isso já é suficiente para regenerar completamente os rins de adultos.

O rim é um dos últimos órgãos a terminar de se formar no corpo do bebê – fica se desenvolvendo até a 34ª semana, bem perto do parto. Quando um bebê nasce prematuro, o órgão ainda está em formação e o xixi dos bebês fica repleto de células-tronco. Se o bebê se desenvolve normalmente, a quantidade de células-tronco na urina é menor e as células já não têm o mesmo potencial de transformação. Mesmo adultos ainda possuem células-tronco na urina, mas são poucas e estão em um estágio de diferenciação avançado. Assim, o potencial terapêutico é bem menor.

Os cientistas testaram a capacidade de regeneração das células do xixi dos prematuros e ficaram impressionados. Eles usaram uma droga tóxica contra as células renais de um adulto e todas elas morreram. Depois, acrescentaram células-tronco da urina ao experimento. Elas criaram uma rede de proteção às células adultas, regenerando o tecido.

Com esses resultados, os pesquisadores pensam em duas aplicações principais para as células que vêm do xixi dos prematuros. A primeira são os rins para transplante – muitas vezes os órgãos estão velhos demais ou danificados e não podem ser transplantados. Com as células-tronco, é possível regenerar o tecido desses órgãos. Além disso, eles esperam desenvolver um tratamento para recuperar os rins do próprio paciente e aí o transplante nem seria necessário.

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