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Homem é achado vivo em gaveta de necrotério mais de 24 horas após ser declarado morto

O jovem caminhava com um amigo quando foi atropelado por um carro que perdera o controle. Ele estava voltando para casa, à noite

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

16/12/2016 às 09h32

Jovem foi declarado como morto e acabou parando no necrotério (Foto: Reprodução)

Um jovem de 28 anos, foi declarado morto no último dia 5 de dezembro após ser atingido em um acidente de carro em em uma cidade da África do Sul, oeste do país. O corpo dele foi levado ao necrotério do município. Mais de 24 horas depois, quando os pais foram reconhecer o cadáver, os legistas do necrotério levaram um susto. Ficaram perplexos ao descobrir que o jovem estava vivo. Mas essa história não teve final feliz.

O jovem caminhava com um amigo quando foi atropelado por um carro que perdera o controle. Ele estava voltando para casa, à noite. Socorrido, foi conduzido ao hospital, onde os paramédicos constataram que “ele morreu em decorrência dos ferimentos”. Mas, um dia depois, quando os pais apareceram para fazer o reconhecimento, notaram que “o paciente tinha pulso”.

A equipe médica tratou de levá-lo para o hospital. Afinal, o homem tinha passado um dia no interior da gaveta do freezer do necrotério.

Houve um tumulto no hospital, de acordo com reportagem do jornal Daily News. Médicos ficaram desesperados com a condição do rapaz e o levaram para a sala de emergência.

A essa altura, parentes e amigos tinham chegado ao local, querendo saber notícias do “homem que tinha voltado do mundo dos mortos”.

Mas, cinco horas depois, apesar do esforço dos médicos, ele não resistiu. Debilitado, ele acabou sendo declarado morto mais uma vez.

Foi levado de novo para o necrotério, para o desespero dos pais, irmãos e parentes. O pai do jovem revoltou-se com a equipe médica, que tinha declarado seu filho morto e levado ao freezer: “Isso tudo é muito errado e absurdo. Nós vamos processar oi hospital por negligência médica”, avisou ele.

“É muito doloroso saber que meu filho teve esse fim depois de tanto sofrimento, trancado numa gaveta do necrotério sem ter ao menos chances de ser socorrido”, desabafou. ” A família toda está traumatizada”.

Também indignada, a irmã da vítima, questionou a aptidão e a experiência dos médicos: “Quem foi que constatou a morte parece não ter capacidade para exercer a profissão” .

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