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Mulher luta por 4 anos para impedir que assassino da filha seja morto

Shelby Farah, que tinha 20 anos, foi morta com quatro tiros enquanto trabalhava em uma loja de aparelhos celulares.

Por Priscila Belmont

22/03/2017 às 10h36

Darlene Farah lutou para evitar que James Rhodes fosse condenado à morte.

A americana Darlene Farah perdeu a filha em um crime brutal que esfacelou sua família. Mesmo assim, ela lutou por quatro anos para impedir que o assassino, James Rhodes, fosse condenado à morte. Na última semana, ela venceu a batalha e manteve o acusado vivo.

A história começa em 20 de julho de 2013, quando Shelby Farah, que tinha 20 anos, trabalhava como vendedora em uma loja de aparelhos celulares na Flórida, Estados Unidos.

Rhodes invadiu o local armado e exigiu todo o dinheiro do caixa. A jovem entregou os valores, o que não impediu o acusado de disparar quatro tiros, matando-a na hora. Tudo isso sob o testemunho das câmeras de segurança do estabelecimento.

“Foi uma execução”, disse Darlene à BBC. Após o crime, a mãe não descansou enquanto não descobriu tudo o que havia por trás daquele homem que tirou a vida da sua filha. “Fiquei tão absorvida por esse assunto que não tive tempo de lamentar a morte da minha filha. Tinha de entender por que ele fez aquilo”, contou.

Por conta dessa obsessão, ela contratou um detetive particular para tentar descobrir o que havia levado Rhodes a cometer tal ato. E isso fez com ela mudasse a forma como enxergava o assassinato de Shelby.

Omissão familiar

Rhodes teve uma vida marcada pela total negligência familiar. Ele foi abandonado aos 8 meses pela mãe, que era viciada em drogas. Os cuidados do pai não eram um alento, já que ele era alcoolista e também dependente químico.

À omissão familiar somava-se a fome, tanto que, quando pequeno, Rhodes gritava de dor por não ter como se alimentar. Acabou em uma casa para crianças abandonadas aos 5 anos. “Ele cresceu em um orfanato e via as outras crianças sendo adotadas, mas ele não. Ninguém o queria, ninguém queria adotá-lo”, afirma Darlene.

O orfanato, tampouco, não ofereceu segurança. Aos 9 anos, James foi estuprado duas vezes: o primeiro abuso foi cometido por um outro interno. O segundo, por uma assistente social. Além disso, Darlene conta que ele precisava se esconder debaixo da cama para não ser agredido.

Vítima do sistema

“A culpa é das autoridades. Ele também é uma vítima do sistema. Tenho pena dele. Eu o perdoei há muito tempo. Não gostava do sentimento de raiva que nutria por ele”, garante a mãe. Rhodes foi condenado a morte por assassinar a filha de Darlene. Porém, ao conhecer seu passado, a mãe decidiu tentar mostrar que a pena tinha de ser analisada à luz da história daquele homem.

“Matá-lo não vai trazer minha filha de volta. Apenas perpetua o ciclo de violência, gerando novas vítimas”, frisa. Com isso, ela entrou em uma luta para fazer com que Rhodes fosse condenado à prisão perpétua. Uma petição on-line foi assinada por mais de 32 mil pessoas.

Na última semana, ela conseguiu reverter a sentença. Rhodes recebeu duas penas de prisão perpétua pelo assassinato em primeiro grau de Shelby Farah. Mesmo depois de tanta luta e sofrimento, Darlene sente que fez o correto ao brigar para que o assassino da filha continuasse vivo.

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