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Artista faz exposição com nudes e órgãos masculinos não solicitadas em forma de protesto

Cansada de receber imagens de pênis e ver muitas mulheres passando pela mesma situação, a artista e ativista Whitney Bell decidiu fazer uma mostra com as imagens e comentários agressivos que vieram com as fotos

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

01/07/2017 às 09h02 • atualizado em 30/06/2017 às 20h08

A exposição reúne centenas de fotos de pênis intercaladas com comentários invasivos encaminhados junto das imagens (Foto: Reprodução/I Didn't Ask For This)

Praticamente toda mulher já recebeu uma cantada. Desde abordagens indiscretas nas ruas até puxões e outros gestos não autorizados em festas, são inúmeras as situações desagradáveis pelas quais as mulheres passam todos os dias e, às vezes, começam a enfrentar esse tipo de conduta já na pré-adolescência. Como se isso já não ultrapassasse os limites do desrespeito, alguns homens se superam e enviam nudes não solicitadas a mulheres desconhecidas em redes sociais como quem diz um simples “oi, tudo bem?”.

Após passar por essa situação algumas vezes e ver as amigas relatando experiências, a artista e ativista americana Whitney Bell teve uma ideia: transformar nudes não solicitadas em uma exposição. “Após receber ‘a foto de um pênis tão bonita que deveria estar em um museu’, uma ideia nasceu; uma casa cheia de pênis. Uma galeria que expressaria minha exaustão perante o assédio constante que esperam que as mulheres aturem silenciosamente”, afirma ela no site do projeto intitulado “I Didn’t Ask For This – A Lifetime of Dick Pics” (“Eu Não Pedi Isso – Uma Vida em Fotos de Pênis”, em tradução livre).

Ninguém quer ver o seu pênis!
Na exposição, Whitney reuniu centenas fotos de pênis recebidas por amigas ou que chegaram sem aviso às próprias redes sociais e as organizou lado a lado com comentários agressivos enviados pelos mesmos homens quando eram rejeitados ou ignorados. “Esse é o tamanho do respeito que muitos homens têm por mulheres. Nós todos achamos que evoluímos muito, mas a misoginia prevalece”, diz a artista.

Não é à toa que o ambiente da mostra lembra cômodos de uma casa. De acordo com Whitney, a decoração faz alusão ao fato de que, além de serem orientadas a evitar situações corriqueiras da vida – como utilizar o transporte público ou sair na rua sem companhia –, mulheres não são assediadas apenas quando estão andando por aí com roupas curtas; o desrespeito é capaz de chegar até suas casas em forma de fotos explícitas e abordagens agressivas não autorizadas.

“Bem vindos ao mundo dela, à casa dela. Ela criou um pequeno espaço seguro para si mesma, mas até aqui ela está algemada. A misoginia é implacável e subitamente invade e se esgueira por debaixo das portas e pelas frestas no piso, a convencendo de que ela não vale a pena”, diz a artista na apresentação da mostra.

Apesar de a exposição já ter acabado, as fotos seguem fazendo sucesso na internet tanto pelo Facebook da artista quanto pelo site oficial do projeto e serve como uma lição a quem ainda não entendeu que nudes não solicitadas não passam uma imagem amigável nem vão fazer com que mulher alguma se derreta.

IG

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