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Garota de programa troca sexo por doações para cães e gatos abandonados

Patrícia Dias é garota de programa há oito anos.

Por Luzia de Sousa

08/07/2017 às 10h09

Para salvar animal de estimação

Patrícia Dias é garota de programa há oito anos. Em 2013, sua pit bull ficou doente. O tratamento da cadela foi tão dramático que a garota de programa se transformou em uma ativista da causa animal. Seus clientes, é claro, foram convertidos. Desde então, sistematicamente Patrícia organiza rifas valendo programas, com o intuito de converter os valores arrecadados em ração e manutenção de ONGs e abrigos de animais.

Enquanto ela falava com o EXTRA, o WhatsApp da moça recebeu uma enxurrada de mensagens de homens a procura de bilhetes, vendidos a R$ 30, para concorrer ao sorteio. Em meio à crise, a acompanhante faz caridade e diz que vive seu melhor momento.

— Essa é uma questão muito importante pra mim. Eu tento ajudar de todas as formas que posso. Ganho um bom dinheiro com os programas, mas só de aluguel no Jardins eu pago R$ 3.500. Quando percebi que os clientes gostavam de me ajudar quando eu contava a história de algum animal carente, vi uma oportunidade de fazer a diferença — conta.

Seu perfil no Twitter é seguido por 74 mil pessoas. Entre fotos sensuais, as mensagens carinhosas sobre os animais são incontáveis. “Amanhã de manhã vou levar os cachorrinhos pro hotelzinho e vou aproveitar pra levar ração pro abrigo e sabe pq? Pq vcs estão comigo!!!”, ela escreve, recebendo mais de 200 curtidas.

Atenta ao marketing de seu trabalho e empenhada em conquistar a freguesia, Patrícia disponibiliza dezenas de sabonetes de marcas e modelos diferentes para os casados que não podem voltar para casa com o cheiro de outra mulher.

— Como eu não posso oferecer um sabonete já usado para outros clientes, eu reutilizo. Sempre fiz sabonete artesanal, agora eu raspo os usados, escaldo e misturo na glicerina, para fazer outros. Então eu os ofereço às ONGs e elas vendem em bazar e garantem um dinheiro extra. Hoje mesmo eu fiz alguns.

Ainda com o intuito de fidelizar a freguesia, Patrícia mantém um perfil num aplicativo de futebol. Os inscritos em sua liga podem ganhar direito a um programa, caso sejam vencedores da rodada.

— Eu tomo muitas iniciativas para atrair mais gente, para chamar atenção. Acho isso importante. Além disso, tenho um flat ótimo, com toalhas ensacadas e cervejas de todos os estilos e marcas, para contemplar o gosto de todos os clientes. Eles gostam muito. Nessa área, só fica sem trabalho quem não sabe vender a própria imagem.

Além de programas, ela também sorteia as bebidas que ganha de presentes de clientes. Em seu site, no cabeçalho que carrega o slogan “A namoradinha perfeita”, um link chama para a causa animal. Qualquer um que se compadeça com a iniciativa pode doar. Patrícia já chegou a oferecer minutos a mais para os clientes que levassem um pacote de ração aos encontros.

Estudante de Direito, ela diz que assim que tiver com a carteirinha da OAB em mãos irá largar a profissão. Enquanto isso, ela se mantém com o dinheiro dos programas, que varia de R$ 300 a R$ 2.500 por atividade. Como algumas garotas cobram R$ 500 pela hora, ela se explica:

— Eu sou meio preguiçosa. Como de tudo mesmo, por isso eu mantenho meu preço mais acessível. Também acho interessante que isso chame tipos variados de clientes. Semana passada, eu atendi um trainee de advogado que ganha menos de um salário mínimo.

Em sua maioria, os clientes de Patrícia são de classes mais abastadas. Ela não revela nomes, mas já se encontrou com famosos e políticos, alguns, afirma, envolvidos em escândalos em Brasília. Tem cliente que paga R$ 300 apenas para passear com a moça no shopping. Do interior de São Paulo, sua família não sabe sobre a sua profissão alternativa. Por isso, ela revende prata e lingerie. Quando concedeu entrevista, tinha acabado de sair da fábrica de roupa íntima.

— É uma renda extra e pretendo seguir com ela até depois de parar com os programas. Por enquanto, serve como uma justificativa para a família de onde vem o meu dinheiro.

O motivo de Patrícia ter entrado para o ramo é nobre: sua mãe sofreu um acidente e ela teve que arcar com as despesas. Fazia bicos e já havia trabalhado numa metalúrgica mas, na época, a pequena quantia que conseguia juntar não estava dando conta. Virou acompanhante.

— Ainda bem que meu anjo da guarda é forte e nunca aconteceu nada de grave comigo. — ri.

Extra

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