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Aos prantos: antes de morrer, dançarina desabafa: “Não sei mais o que fazer”; ouça o clamor da jovem!

Anderson Leitão disse que estrangulou Ana Carolina por ciúmes. Em áudio enviado por Whatsapp, Ana Carolina comentou as ameaças que sofria do ex, Anderson Leitão

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05/11/2015 às 09h40

A família da dançarina cearense Ana Carolina de Souza Vieira, de 30 anos, estava preocupada com a presença do ex-namorado dela, Anderson Rodrigues Leitão, de 27 anos, em São Paulo. Ele morava em Fortaleza, de onde viajou de avião para a capital paulista na sexta-feira (30), e insistia em encontrar a vítima. O medo é revelado por mensagens de Whatsapp no grupo da família ao qual o G1 teve acesso.

Ana Carolina foi encontrada morta na manhã desta quarta-feira (4) no apartamento em que morava na Rua Vergueiro, no Sacomã, na Zona Sul de São Paulo. O corpo foi achado após os zeladores sentirem um cheiro forte vindo do apartamento. Eles tocaram a campainha, notaram que a porta estava aberta, entraram e encontraram o corpo na cama do quarto, coberto.

Áudio

Um áudio onde a dançarina Ana Carolina Vieira, 30 anos, desabafa sobre as ligações e ameaças constantes que sofria do ex-namorado, Anderson Leitão, foi divulgado pelos familiares dela. A bailarina, que foi encontrada morta nesta última quarta-feira (4), chora muito e comenta as ações do rapaz.

"Eu não aguento mais o Anderson me ligando. Meu Deus! É uma tortura! Eu não sei mais o que fazer. O que eu faço?", desabafa Ana Carolina, chorando, em um dos áudios divulgados pelo jornal Extra. Em outro áudio, ela diz: "Ele disse que ia me matar, que ia me esquartejar".

Natural do Ceará, o corpo da dançarina foi descoberto após zeladores do prédio onde ela morava em São Paulo, após eles sentirem um cheiro forte vindo do 5º andar. Os funcionários foram verificar e, ao tocarem a campainha, ninguém atendeu.

Ouça abaixo o áudio onde a dançarina comenta as ameaças aos prantos:

Confissão
Anderson confessou à polícia que matou a dançarina na noite de segunda-feira (2) e ficou dois dias com a ex-namorada morta. Ao G1, ele revelou que maquiou o rosto e penteou o cabelo dela após o crime.

Ele chegou a São Paulo na sexta-feira e foi direto para o prédio de Ana Carolina. Segundo a polícia, ele chegou a entrar no condomínio, mas foi retirado do local pelos zeladores atendendo a um pedido da dançarina, que foi orientada pela família a proibir a entrada dele.

Na última segunda, no entanto, ela permitiu que o ex-namorado subisse após ele insistir muito.

Ameaças
Em uma das mensagens que o G1 teve acesso, uma das tias pediu para que a sobrinha tomasse cuidado ao sair do prédio. Carol, como a dançarina era chamada pelos parentes, tranquilizou a família dizendo que já tinha proibido que ele entrasse no prédio.

Uma amiga de infância da dançarina disse ao G1 que Ana Carolina tinha revelado várias vezes ameaças feitas pelo ex-namorado. Ela pediu para não ser identificada. "Conversei com ela pela última vez no domingo (1º), mas agora não sei se era ela que estava respondendo ou ele. Mandei mensagem para ela hoje [quarta-feira] e a mensagem foi visualizada, só que ela já estava morta". A polícia informou que o ex-namorado foi preso com o celular da vítima.

A tia de Ana Carolina disse que não gostava do ex-namorado da sobrinha e que ele já tinha invadido a casa da mãe da dançarina e cuspido na cara dela. "Ele já tinha feito várias ameaças, isso ela contou por mensagem. Ela falou que não queria mais ele. Ela veio embora para São Paulo e ele veio atrás para matar", disse Margarida Ferreira.

Ciúmes
Anderson confessou à polícia ter matado a bailarina por ciúmes. Preso no 95º Distrito Policial (Cohab Heliópolis), na capital paulista, Anderson disse que estrangulou a ex-namorada e contou ainda que tomou veneno de rato para morrer abraçado com ela.

Formado em administração, ele vai responder por homicídio e ocultação de cadáver. Em entrevista exclusiva ao G1, Anderson deu detalhes do crime e sobre como tentou se matar depois de ter assassinado Ana Carolina. (veja no vídeo abaixo)

"Estrangulei com minhas próprias mãos. Comprei chumbinho, veneno de rato, porque eu queria morrer abraçado com ela. Fiquei com ela morta dois dias", disse Anderson.

Segundo ele, o casal teve uma discussão na segunda-feira. "Ela foi pra cozinha e disse pra eu não mexer no celular dela. Eu mexi e vi umas fotos, umas mensagens de Whatsapp e não gostei. Fiquei com ciúmes".

Ana Carolina teria reclamado da atitude de Anderson. "Ela disse que eu era muito invasivo e começamos a discutir. Ela me arranhou e, como sou mais forte, inverti a situação.

A gente estava na cama. Ela morreu estrangulada. Tentei reanimar, mas não tinha mais jeito."

Anderson afirma que, então, comprou veneno para se matar. "Comprei chumbinho, veneno de rato, porque eu queria morrer abraçado com ela". Ele diz que ficou dois dias com o corpo de Ana Carolina no apartamento, "esperando o veneno fazer efeito".

Com o tempo, o cheiro começou a incomodar os vizinhos. "Coloquei incenso porque tinha recebido uma ligação do porteiro falando do mau cheiro. Queria esconder o cheiro."
Em sua página no Facebook, Anderson postou momentos antes de ser preso a seguinte frase: "Deus tenha misericórdia de nossas almas. Adeus a todos." Na rede social, ele afirma ser gerente de uma paleteria mexicana em Fortaleza.

Folha com duas fotos de Anderson que a vítima deixou na portaria do prédio indicando que ele estava proibido de entrar no local

Fontes: Correio24horas e G1 com Fotos de Glauco Araújo/G1

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