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Tiririca é condenado por paródia de Roberto e Erasmo Carlos em propaganda eleitoral

O juiz Márcio Teixeira Laranjo alegou que "é de rigor reconhecer a ofensa ao direito autoral, pelo uso e transformação de composição sem autorização"

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19/03/2015 às 08h35

Tiririca é condenado por paródia de Roberto e Erasmo Carlos em propaganda eleitoral

O deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), e o diretório regional de São Paulo do Partido da República (PR) foram condenados pela Justiça por parodiarem a canção "O Portão", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, na campanha eleitoral de 2014.

Em primeira instância, a decisão do processo determinou que ambas as partes estão proibidas de utilizar a música do Rei, e terão de pagar indenização, em valor ainda não estipulado, à editora que possui os direitos patrimoniais da canção, a EMI Songs.

O juiz Márcio Teixeira Laranjo alegou que "é de rigor reconhecer a ofensa ao direito autoral, pelo uso e transformação de composição sem autorização".

"O material publicitário, como seria de se esperar, busca a promoção do candidato, a exclusiva satisfação de seus interesses eleitorais. Não tem como finalidade o humor, a diversão dos espectadores. Aliás, programa eleitoral, gratuito e obrigatório, não é -ou ao menos não deveria ser- programa humorístico", declarou, segundo o jornal “Folha de S. Paulo”.

Para quem não se lembra, na campanha eleitoral na TV, o político e humorista imitou Roberto, usando peruca e terno branco, para pedir votos. 

Ele aparecia sentado em frente a um prato de bife, em referência à propaganda de um frigorífico que, na época, era protagonizada pelo cantor. Na sequência, Tiririca cantava: "Eu votei, de novo eu vou votar/ Tiririca, Brasília é o seu lugar".

Ao que tudo indica, a campanha fez o maior sucesso entre os eleitores, já que Tiririca foi reeleito deputado federal com mais de 1 milhão de votos, o segundo mais votado do Estado de São Paulo.

Ricardo Vita Porto, advogado de Tiririca e do PR, disse que pretende entrar com pedido de recurso contra a decisão.
"Se precisarmos de autorização para fazer imitação de um artista, estaremos num cenário nebuloso. Isso coloca em risco a liberdade de expressão", declarou. 

MSN

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