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Paraibana conta recomeço após derrota para Ronda no UFC : “Sou uma nova mulher”

Lutadora relembra como superou primeiro revés na carreira, fala sobre a mudança de camp para os EUA e diz que Tate não continuará com o cinturão por muito tempo

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

13/04/2016 às 12h42

Bethe Correia: "Vejo a Tate como uma campeã vulnerável. Não a vejo segurando o cinturão por muito tempo" (Foto: Evelyn Rodrigues)

Sem lutar desde agosto de 2015, Bethe Correia volta ao octógono neste sábado, no UFC Tampa, contra Raquel Pennington, 11ª colocada no ranking peso-galo feminino do Ultimate.

A lembrança da derrota para Ronda Rousey (e dos memes que se sucederam à ela) agora fazem parte do passado. Afinal, a ex-contadora, que iniciou sua carreira profissional no MMA há apenas quatro anos, é dura na queda.

O processo de superação, no entanto, foi doloroso, pois o revés para Ronda Rousey, no Brasil, também foi a primeira derrota de sua carreira. Mas Bethe está acostumada a superar desafios. Prova disso é que ela superou uma série de limitações nos últimos oito meses, a começar pela mudança de camp para os EUA, país cuja língua ela não dominava. Lá ela buscou refúgio em uma pequena cidade, próxima a San Jose, na Califórnia, quartel general da AKA (American Kickboxing Academy), time de estrelas do esporte como Daniel Cormier, Luke Rockhold, Cain Velásquez e Khabib Nurmagomedov.

– Eu tive uma preparação para a luta contra a Ronda bem complicada. Não foi fácil! Meu sonho é ser campeã, e eu estava perto disso, mas sonho sem fazer a coisa certa não funciona! Quando a luta acabou, eu estava em estado de choque, não tinha caído a ficha. Eu falava que queria lutar logo, parecia que nada tinha acontecido. Depois de uma semana que fui cair na real. Foi muito difícil! Vi que precisava de um tempo…Percebi que minha vida pessoal e profissional precisavam ser refeitas. Não tinha que reorganizar…tinha que refazer mesmo e, para isso, tinha que sair do Brasil. Eu amo o Brasil, mas mesmo você amando tanto algo, isso pode te magoar. Fui brutalmente julgada por algo que a mídia distorceu em busca de ibope.

Então, resolvi vir treinar um tempo nos EUA, para arrumar minha cabeça e me entender mais como lutadora. Às vezes você tem que sair da sua zona de conforto. Hoje sinto que fiz a coisa certa! Sou uma nova mulher! E só descobri isso quando tive coragem de mudar tudo – conta a lutadora paraibana em entrevista ao Combate.com.

A mudança de ares e de treino trouxe novos elementos ao jogo de Bethe. Além de falar da preparação para o retorno ao octógono, a brasileira também abriu o jogo sobre o trash-talk contra Ronda, analisou uma possível luta com Cris Cyborg e disse que acredita que Miesha Tate não ficará com o cinturão da divisão por muito tempo.

– Vejo a Tate como uma campeã vulnerável. Não a vejo segurando o cinturão por muito tempo. Não a vejo com nível muito acima das outras meninas da categoria. Sem falar que não gosto dela! Tenho um assunto inacabado com ela e é uma coisa que quero resolver. Não pararei de lutar até resolver isso e fazer ela engolir tudo o que falou de mim por um ano já. Ainda vou lutar com ela, valendo ou não cinturão. Pode ser luta preliminar, em peso-casado ou até mesmo no quintal de casa… É questão de honra! Mas deixei isso de lado por meu foco, que agora é só na Raquel – dispara.

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