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Casagrande e Gilmar Rinaldi discutem em programa de televisão e Dunga pede “democracia”

Comentarista e coordenador da CBF discordam de forma acalorada sobre o que aconteceu no jogo entre Brasil e Paraguai, e técnico sai em defesa de dirigente

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

17/05/2016 às 11h09

Gilmar Rinaldi e Casagrande debatem no "Bem, Amigos!" (Foto: Reprodução / SporTV)

Dunga, Gilmar Rinaldi e Casagrande já estiveram do mesmo lado em campo, com a camisa da seleção brasileira, mas nesta última segunda-feira estavam de lados opostos em debate acalorado no Bem, Amigos!. Quando o coordenador de seleções da CBF criticou as análises que havia ouvido após o empate entre Brasil e Paraguai, no último jogo do Brasil pelas eliminatórias, o hoje comentarista da TV Globo discordou. Em meio à discussão, Dunga chegou a pedir que Gilmar pudesse defender sua opinião, como aconteceu.

– Toda vez que existe uma coisa que é feita agora, e aí vou citar de novo nosso treinador Dunga, o jogo do Paraguai, que é o mais falado, no outro dia fiquei vendo os comentários. Falei para ele: “Você é um maluco, o que você fez no jogo…”. Ele mudou, tirou todos os volantes, botou o time para frente, e aí dizem: “O Paraguai recuou”. Não, ele empurrou os caras lá.

Foi aí que Casagrande questionou o dirigente e defendeu o que havia avaliado após o jogo contra o Paraguai, no Defensores del Chaco, que terminou empatado por 2 a 2, depois que o Brasil levou um gol no primeiro tempo e outro logo com três minutos da etapa final.

– Eu falei. É verdade, Gilmar. Ele (Dunga) não empurrou. O Ramón Díaz definiu que se iria segurar os 2 a 0 e deu espaço para jogar. O mérito dele foi ter percebido isso e ter mudado o time. Isso que você está falando não aconteceu (…). Ele (Dunga) teve méritos de fazer isso, mas ele só conseguiu, quer dizer, poderia ter conseguido, mas não deu para saber porque o Paraguai recuou, porque o Paraguai deu espaço para jogar.

Gilmar voltou a defender que foram as mudanças promovidas por Dunga que fizeram o Paraguai recuar, e não o contrário.

– Eu tenho o direito de discordar. Na sua opinião (foi o que você disse).  Como é um diálogo, eu não concordo. Ele empurrou o Paraguai, a mudança dele fez todo o time (adversário) ir para trás. Entendo que é mais difícil de ver.

Casagrande então voltou a rebater as palavras do ex-goleiro. Para o comentarista, Dunga teve uma ótima visão da partida, mas fez as mudanças depois que o Paraguai abdicou de atacar para segurar o resultado.

– Você está falando que só você vê o certo, e eu vi o errado. Não é difícil de ver, vi aquilo que ele fez. Ele trocou muito bem o time em relação ao que ele viu o Ramón Díaz fazer. Não acho o Dunga um péssimo treinador, acho o Dunga um ótimo treinador, acho que ele vê as coisas, o Ramón Díaz pôs o time para trás e ele trocou o time, e fez o time ir para frente. O primeiro tempo foi ridículo, o Paraguai fez 2 a 0 e poderia ter virado com quatro. No segundo tempo, ele (o Paraguai) perdeu a possibilidade de ir para cima para tentar meter três ou quatro para poder segurar o 2 a 0.

O apresentador e narrador Galvão Bueno se posicionou ao lado de Casagrande, mas também destacou que o treinador da Seleção teria tomado a decisão certa.

– Eu estou mais com o Casa, o Ramón Díaz trouxe o time para trás, mas ele (Dunga) teve o mérito de perceber isso e fazer as modificações e sufocar.

Dunga esperou que a discussão se acalmasse, mas pediu que Gilmar tivesse o direito de se posicionar diferente de Casagrande.

– Se quer a democracia de falar, o Gilmar também tem direito de falar. Como tu falaste bem Marco Antônio (Rodrigues, comentarista), todo mundo tem que falar, então o Gilmar faz parte de todo mundo. Mas tem que discordar, ninguém pensa igual, todo mundo pensa diferente. Dentro dessa situação, se nós pensássemos iguais, contra o Uruguai era ter para ter feito três ou quatro no primeiro tempo, não fizemos porque não deu, assim como o Paraguai não fez três ou quatro porque não deu (…). Tem momentos que o gol faz uma diferença enorme. A gente tem quem entender que tem que criticar, mas tem que elogiar também. O futebol também tem coisas boas – disse o técnico.

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