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Gás de pimenta: Pai chora ao retirar menino cadeirante durante confusão entre torcedores. Assista!

Policiais militares lançaram spray de pimenta em área de circulação do estádio

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

06/06/2016 às 10h08 • atualizado em 06/06/2016 às 10h10


Flamengo e Palmeiras levaram neste domingo ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, 54.665 torcedores, o maior público presente registrado na atual edição do Campeonato Brasileiro. Mas a partida, vencida pelo Alviverde por 2 a 1, acabou ficando marcada também pela confusão no intervalo, quando torcedores e jogadores sofreram com os efeitos do gás de pimenta, usado por policiais militares na tentativa de evitar a invasão de torcedores do Palmeiras a um setor destinado a rubro-negros.

Lançado em uma área de circulação interna do estádio, o gás se propagou pelas arquibancadas e chegou até o gramado. Algumas crianças que foram ao estádio com o objetivo de se divertir foram as que mais sentiram os efeitos tóxicos. E uma imagem chamou a atenção e gerou preocupação do serviço médico. Vestido com uma camisa do Palmeiras, um menino cadeirante foi carregado nos braços pelo pai, que chorava ao retirar o filho das arquibancadas e o beijava no rosto. Um brigadista, que usava uma máscara para minimizar os efeitos do spray, conduzia a cadeira de rodas do menino.

Dentro do campo, jogadores também mostraram o desconforto com o spray de pimenta. O goleiro palmeirense Fernando Prass chegou a ter vômitos. O lateral rubro-negro Rodinei também mostrou incômodo.

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