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O árbitro do 7 a 1 revela: “Guardo a bola do jogo em cima de um armário”

Em entrevista exclusiva, Marco Antonio Rodriguez conta como controlou o jogo e se surpreendeu com o resultado da semifinal da Copa do Mundo de 2014, no Mineirão

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

08/07/2016 às 08h49

Mexicano encerrou a carreira na partida do Mineirão (Foto: Getty Images)

Marco Antonio Rodriguez foi o espectador mais privilegiado da goleada de 7 a 1 que a Alemanha impôs ao Brasil na semifinal da Copa do Mundo de 2014, exatamente dois anos atrás. O árbitro mexicano encerrou a carreira no momento em que apitou o final da partida no Mineirão, a sétima que ele comandou em três Mundiais. Por telefone, da Cidade do México, Rodríguez falou  sobre o que viu de tão perto naquela tarde em Belo Horizonte.

Qual é a lembrança mais viva que o senhor tem daquele jogo?
Não é um resultado comum entre duas potências do futebol mundial, dois países com essência vencedora. Você espera que seja um resultado mais parelho, mais ajustado, mas a realidade é que o jogo terminou em 7 a 1, de uma maneira incrível, e isso vai ficar marcado para sempre.

O senhor deu poucos minutos de acréscimo nos dois tempos. Por que?
Não lembro exatamente. Mas, com a experiência, você aprende sobre a lógica do jogo. Há momentos da partida em que o importante é conduzir bem. Temos que usar o bom senso, por isso eu conduzi desta maneira.

O jogo teve só um cartão amarelo. Isso foi uma surpresa?
Numa Copa do Mundo, os jogos nunca são simples. Todos são muito difíceis. São os jogos e os palcos que marcam as carreiras dos envolvidos: treinadores, comissões técnicas, jogadores titulares, jogadores reservas, árbitros, auxiliares. É o tipo de jogo que requer toda a experiência acumulada em toda uma vida.

O senhor esperava mais faltas?
O andamento do jogo teve muito do meu trabalho. Eu posso ter usado pouco o apito e os cartões, mas uso a minha presença, um bom ângulo de visão, uma palavra dirigida a um jogador ou outro. É um trabalho que não se vê, mas é essencial para o jogo.

Qual foi o momento chave para o senhor deste jogo para o senhor?
Para mim, foi quando eu peguei a bola do goleiro [Júlio César], encerrei o jogo e agradeci a Deus pela careira que ele me deu.

O senhor acredita que os alemães aliviaram no segundo tempo?
Não acho que tenham feito isso. Se fizeram, eu não notei. Foi uma semifinal de Copa do Mundo, com oportunidades para os dois times, com um grau de dificuldade muito alto. Para além do resultado, poderia haver demonstrações de frustração de quem estava perdendo ou algum tipo de provocação de quem estava ganhando. É comum que isso aconteça.

Mas não aconteceu.
Não. Houve fair play, sem dúvida nenhuma. Seguramente isso [alguma reação exagerada] passou pelo pensamento de um ou outro lado. Mas são jogadores de um nível muito alto, são grandes competidores, de muito profissionalismo, eles já têm as ferramentas para saber como se controlar e não perder a cabeça. Sempre estive atento, porque no futebol a tensão está sempre latente.

O senhor chegou a temer alguma reação da arquibancada, da torcida?
Nós não vemos o torcedor. Eu tento não saber o que se passa na arquibancada. Mas sei que aceitaram bem o jogo dentro do campo.

Ao longo da Copa do Mundo, o técnico do Brasil, Luiz Felipe Scolari reclamou publicamente da arbitragem. Isso chegou a vocês antes da partida?
A verdade é que não. Quem vai para a Copa do Mundo é gente provada em vários níveis: local, continental, mundial. Qualquer coisa que se possa dizer faz parte do jogo, mas não afeta nossas decisões. Não impacta no lado emocional. Essa parte não me afetou em nada.

Fora do campo, que lembranças o senhor tem da Copa do Mundo no Brasil?
Passamos o tempo todo concentrados, como profissionais, vivemos como profissionais full time. Lembro de sermos bem tratados, de convivermos com boa gente o tempo todo. Também me aconteceu de ser cumprimentado pelas pessoas na rua, no aeroporto, as pessoas me cumprimentavam pelo bom trabalho após a semifinal.

Guardou alguma recordação daquele jogo?
A bola do jogo. Eu a tenho guardada em cima de um armário, porque ainda não tenho um espaço apropriado para guardá-la. em breve vou fazer um espaço para guardar todos os uniformes e lembranças que tenho da Copa do Mundo.

GE

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