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‘Se sair do Flamengo em Dezembro, saio de cabeça erguida’, diz Emerson Sheik

Na conversa, Sheik revelou: deixa o Flamengo em dezembro. E, um ano depois, dá adeus ao futebol.

Por Luzia de Sousa

01/10/2016 às 17h26

Na conversa, Sheik revelou: deixa o Flamengo em dezembro.

A torcida do Flamengo está em um momento de puro êxtase, por isso, a coluna de hoje é em homenagem ao bom momento do clube. Se falamos de celebridade, nada melhor do que entrevistar Emerson Sheik. Ele acaba de inaugurar uma barbearia na Olegário Maciel, número 231, na Barra. E o nosso papo aconteceu lá, na última quinta-feira à noite. Na conversa, Sheik revelou: deixa o Flamengo em dezembro. E, um ano depois, dá adeus ao futebol.

Você é um novo Sheik: mais magro, mais calado,mais recluso… O que está havendo?
Então,vou começar pelos meus filhos ,as crianças começaram a fuçar muito a internet cara e daí começaram a questionar sobre algumas atitudes minhas, certas passagens minhas dentro e fora da profissão e daí me fez pensar muito também.

O que eles questionaram?
Não queria relembrar, até como você mesmo disse, faz parte do passado. Mas teve uma foto minha com uma menina, que ficou um pouquinho sensual demais (referindo-se a fotos suas com Nicole Bahls). Acho que meus filhos nunca me viram tão próximo de uma menina que não fosse a mãe. Isso me deixou triste, mesmo eles falando em tom de brincadeira: ” Olha lá o meu pai” e aquilo ali me incomodou muito.

Mas não pode ter mulher do seu lado?
Por enquanto, não, Leo. Em nenhum relacionamento meu eles me viram beijando ou andando de mãos dadas. Estou separado há seis anos indo para o sétimo agora e meus filhos nunca viram nada.

Que preocupação é essa, Sheik?
Cara, eu quero ser cem por cento só pai no momento e eu acho que, de repente, uma figura feminina… Sei lá, pode ser coisa da minha cabeça, eles podem imaginar alguma coisa por causa da idade… Sei lá ,a mãe não é minha mãe, pode ser confuso para eles, entende? Eu quero que eles me vejam só como pai deles e não como pai e namorado da fulana, entendeu?

E no que que isso fez mudar o Sheik?
Eu fui ficando mais velho, né? Estou com 38. Agora me relaciono hoje com pessoas mais velhas, o ciclo de amizade mudou bastante. Hoje, algumas das atitudes que eu tive antes, não cabem mais.

Você faz terapia?
Não, mas a minha mãe começou a ser envolver na minha vida sabe. Ela ficou preocupada, primeiro com a má fase no meu trabalho, porque eu atravessei um momento difícil. A minha vida amorosa, relacionamentos também, se tornaram público e todo mundo acompanhou, o que não agradou a família, que é toda evangélica. Minha mãe começou a questionar muitas coisas. Aí eu entendi que eu tinha que dar um passinho pra trás.

Em que momento que você viu que precisava emagrecer?
Leo, eu estava, eu estava com quatro quilos e meio a mais! Eu renovei com o Flamengo esperançoso de fazer uma puta competição, de conquistar títulos, mas eu acho que em algum momento eu mesmo me perdi. Poxa, eu sou o Emerson, achava que a qualquer momento eu poderia fazer uma jogada e fazer um gol. Mas o peso começou a me atrapalhar, o meu corpo já não respondia o que a minha mente raciocinava e eu comecei a perder espaço com o treinador.

Aí, o que você fez?
Eu ainda relutei durante um tempo. Eu achava que estava com a razão. Aí apareceu a equipe de nutricionistas do Flamengo. O Thiago, que é sócio aqui na barbearia, fez uma aposta comigo: que em uma semana, eu tinha que emagrecer dois quilos. Eu emagreci 2 quilos e meio. Ele fez uma programação para mim, mudou o meu cozinheiro, mudou alguns hábitos meus. Não bebo mais refrigerante, agora bebo suco, água, Gatorade…

Mas foi difícil?
Não foi simples. Minha alimentação estava uma bagunça, eu não tinha horário para nada, às vezes eu ficava o dia inteiro sem comer e chegava de noite comia uma pizza inteira. Comecei a ficar fora de alguns jogos, algumas viagens e isso me deixou triste. Mas eu levei a sério e em 2 meses e 20 dias eu perdi 9 quilos.

Como era seu desempenho antes de perder o peso?
Quando eu ia para uma disputa com outro atleta, eu não ficava muito para trás, mas a minha característica é de velocista, de chegar antes. Mas eu não estava chegando, e isso nunca tinha acontecido.

Você bebia álcool?
Bebia, mas parei com tudo. Só às vezes que eu tomo uma taça de vinho, que eu acredito que seja mais saudável. Isso não é história para quem lê isso, eu parei porque estava me fazendo mal. E sabe o que é bacana? Eu sigo a dieta porque eu vi resultado em campo.

E a auto estima melhora?
Então, eu voltei a ir a praia. Eu não ia mais a praia, estava com uma barriga saliente, mas agora estou gatinho de novo.

O Flamengo é vice-líder do Brasileirão. Esse clima de já ganhou, é ruim?
Quando existe esse clima, é ruim, mas lá dentro não existe. Mas torcedor é diferente, né? Lá dentro existe um respeito absurdo com o nosso trabalho, em primeiro lugar, e com o adversário. O clima da torcida é muito bom, o ruim é deixar isso invadir o nosso vestiário, não pode.

Você falou já em parar. Esse pensamento ainda existe?
Sim, existe. O que eu penso hoje é ser campeão no Flamengo em 2016. Esse é o meu pensamento. Meu contrato com Flamengo é até dezembro e eu acho que a minha passagem pelo clube se encerra ali. Já demonstrei várias vezes o carinho, a lealdade e o amor que eu sinto pelo clube, mas eu, particularmente, acho que meu vínculo com o Flamengo é até o final do ano. Não falei isso para ninguém. Eu saio em dezembro do Flamengo de cabeça erguida.

E depois?
Depois, eu vou pensar, Leo. Há dois meses, quando isso se tornou público, seis clubes grandes do futebol brasileiro vieram atrás de mim. Cara, eu estou falando de seis grandes, isso me deixou feliz para caramba.

O que te move hoje, é o dinheiro?
Não mais, não preciso mais e falo isso.

O ego, então?
Cara, eu quero marcar a história, eu quero ser campeão no Flamengo. Eu acho que a torcida merece esse título, principalmente quem vive nas favelas e periferias, quem tira dinheiro da comida para pagar um ingresso. Eu já estive desse outro lado. O que muitos fazem hoje, eu já fiz para ver o mesmo Flamengo.

Mas você sai com a sensação de dever cumprido, não é ?
Sim, principalmente por causa da minha dedicação, a minha entrega e o meu comprometimento com o clube durante todos esses anos. Saio em dezembro do Flamengo de cabeça erguida. Eu dei o meu melhor. Mas não vou parar agora. Só no próximo ano. No final de 2017 eu não jogo mais futebol.

E depois?
Vou morar seis meses em Nova York, vou estudar inglês. Depois, eu vou ficar de férias um tempo, aí eu vou curtir a vida. Não que nos Estados Unidos eu não vá curtir.

Você não curte a vida pra caramba?
Cara, eu sofri muito com o trabalho, morei em muitos países diferentes, já joguei no Iraque, na Síria, eu trabalhei para caceta! Eu abri mão da minha juventude e com isso eu juntei dinheiro, não juntei muito, mas o que eu juntei, consigo viver bem, eu, meus filhos e os filhos dos meus filhos. A vida que eu levo é uma vida simples e boa, não me falta nada, eu tenho um bom carro, eu frequento os melhores restaurantes e sou dono do melhor restaurante do Rio (risos, referindo-se ao Paris 6).

Quais são seus outros negócios?
Eu tenho salas comerciais espalhadas pelo Centro, pela Barra…

Porque você vendeu seu apartamento?
Ficou grande para mim, por conta das mudanças dos meus hábitos, já não tinham tantas festas, já não tinha muita bagunça, já não tinha mais as crianças, eu não estava com esse tesão mais de virar noite..

E essa barbearia?
Eu não entendo nada absolutamente de barbearia, o investimento não foi um investimento alto, somos três sócios: eu o Thiago e Diego. A ideia é fazer uma socialzinha com os amigos. Não fizemos inauguração ainda e nem letreiro tem, mas já está vindo uma galera descolada e a moda está pegando.

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